destaque_home / livros e filmes / 2 de Fevereiro de 2015

Homens, Mulheres e “Crianças”

Texto de Leo Nogueira Paqonawta*

Nessa sociedade em que vamos quase todos mais ou menos enredados pela Internet nos lares, escolas, ruas, e também incapazes de compreendermos o que se passa além de um palmo de nossos narizes, o filme retrata cenas do cotidiano e interesses dos personagens em uma comunidade norte-americana – homens, mulheres e crianças – entre seus desejos, sonhos não realizados e decepções na “sociedade de consumo” e das mídias digitais.

Parece-me que, de imediato, quase ninguém consegue perceber o que realmente se passa no interior do outro (e muito mal na vida cotidiana de ser criança e aluno), seja na vida em família, na escola ou nos outros cenários de nossas relações humanas, na “Vida Real” como se diz no filme.

Os dramas vão se desenvolvendo e provocando ações e reações a estimularem os personagens a tomarem suas decisões.

Ressalto da incapacidade daqueles que se fizeram de pais ou professores (des-orientados) a orientarem as crianças, sem absolutamente querer realmente saber, ou como des-cobrir que se passa na mente e coração de seus filhos/alunos. Até que pelas ações das próprias crianças é que parecem conseguir refletir alguma coisa, e entrar em “comunicação” com elas e seus pares adultos.

E, na escola, quem é que como professor consegue ajudar as crianças a lidarem com suas interrogações, para aquém ou além das tarefas inadiáveis do ensinar/aprender?

Pais e professores, lares e escolas colaboram (ou não) para a formação do caráter das crianças?

Imersos no mundo do mercado, e daquilo que nos é imposto para o consumo, nós nos consumimos entre dores e amores, esquecendo das possibilidades de apenas nos doarmos mais ao próximo…

E, no meio dessa vastidão do espaço com todas as suas possibilidades de manifestação da vida, quem somos nós com nossos pequenos, insignificantes ou grandes problemas e dramas, a vivermos nesse único “lar” que conhecemos – o planeta Terra – retratado como um pequeno e “pálido ponto azul” pela sonda Voyager? O “poema” de Carl Sagan citado no filme nos instiga a refletir mais sobre quem somos, de onde viemos e para onde vamos…

Fica aí a dica de Pedro Junior Silva para assistirmos e refletirmos…

Texto anteriormente publicado no Telejornais e Crianças no Brasil.

(*) Leo é Pedagogo, Mestre em Educação, Doutorando do PPGE/UFSC. Atua profissionalmente como Artista Gráfico e Professor/Coordenador (Mídia) Pedagógico dos Anos Iniciais. Desenvolve oficinas orbitando entre os campos do saber/fazer/poder/amar como des-cobrir o tempo/espaço da infância na escola nas dimensões do participar, brincar e aprender como direitos da criança, para dar passos re-evolutivos na re-vira-voltação das gentes para o Bem Viver, e estudos na perspectiva da descolonização do saber, no des-velamento das conexões entre Economia, Política, Educação, Cultura, Comunicação e Artes para a libertação dos seres no pleno exercício de sua cidadania, pela rexistências para a plenitude de nossa cosmocidadania. Focaliza ações em “Telejornal e Crianças”, “Educação com Imagem-em-Ação” e proponho um “Telejornal Com Textos e em Contextos Escolares” e a democratização dos meios de comunicação. Investiga os pressupostos da Cosmovisão e Sabedoria Ancestral Andina refletidos na Educação em Abya Yala (Amérikas).

Tags:  crianças e publicidade sociedade sociedade contemporânea

Bookmark and Share




Previous Post
Anda logo, não temos tempo!
Next Post
Musa? Fitness? Mirim?



Mariana Sá




You might also like




0 Comment

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *



More Story
Anda logo, não temos tempo!
Texto de Patrícia L. Paione Grinfeld* O título, e tema, deste post foi inspirado no texto O dia em que parei de mandar...