maternidade / 15 de Maio de 2015

Cor de rosa, princesas e Claras

Texto de Ligia Moreira Sena*

Minha filha e eu saímos hoje para, entre outras coisas, comprar uma bota de borracha para dias de chuva. Eu já sabia onde encontraria uma sem personagens, sem divulgação, sem licenciamentos que vão viciando a criança. É caneta da tal da personagem, é jogo da tal da personagem, é gente que incentiva isso, é você que dá dois passos pra frente e o povo que faz questão de atrapalhar e dar três passos pra trás… Lutar contra o licenciamento de produtos com personagens já é difícil. Imagina lutar contra a influência de pessoas que estimulam isso…

Mas estávamos lá na tal loja e encontramos a bota, nas cores preta, roxa e rosa. Clara ficou em dúvida entre a preta e a rosa. Por fim, escolheu a rosa. Eu dificilmente compro coisas cor de rosa para ela. Nada contra quem compra, apenas fiz a escolha de explorar diferentes cores, de variar bastante, de não fortalecer a dicotomia rosa-azul que a sociedade por si só já faz excessivamente. Ela não tem um quarto cor de rosa nem nunca teve, pelo contrário. Seu quarto já foi vermelho e branco e hoje é azul, com nuvens e céu estrelado. E embora eu lute bastante contra o sexismo das cores na infância, já tive que explicar inúmeras vezes para ela que rosa não é cor de menina e que azul não é cor de menino – o imenso poder da convivência com outras crianças que são estimuladas e incentivadas a pensar assim… E olha que ela tem apenas 4 anos e não é escolarizada… Quando ela ainda era muito pequena e era eu quem escolhia todas as suas coisas, geralmente escolhia cores diversas. Hoje, que ela faz suas próprias escolhas dentro de algumas opções que ofereço, não a impeço de escolher algo rosa se assim ela quiser, respeito sua vontade. E foi assim que, hoje, ela escolheu uma botinha cor de rosa.

Fomos ao caixa para pagá-la. Clara entregou as botinhas à moça que nos atenderia para o pagamento. A moça, em tom muito gentil, dirigiu-se a ela:
– Linda a sua botinha! E é da cor das princesas!

Foi como se todo meu trabalho de ter ido até ali porque eu sabia que encontraríamos botinhas sem personagens tivesse ido para o fundo da privada. Foi assim mesmo que eu me senti: como se um balde de cocô tivesse sido despejado sobre minhas intenções. Foi visível meu desconforto. Fiquei olhando para aquela atendente, que estava tratando minha filha de maneira tão gentil e carinhosa, e vi claramente o tamanho do problema: não era uma questão de má educação, ou de antipatia, nada disso. Ali estava uma moça crente de que estava fazendo o melhor por uma criança, com gentileza e empatia. Mas que estava completamente envolta naquilo que o senso comum propaga, reforça, que a mídia macera todos os dias no interior das mentes que se deixam macerar…

Desanimei. Decidi não falar nada.
E foi quando aconteceu.

– Não, não é da cor de princesas – Clara dizendo…
– Não é?
– Não. É “da cor de rosa” porque eu achei mais bonita. Eu gostei de duas, da preta e da rosa. Mas preferi a “da cor de rosa” porque essa que eu estou – e levanta a perna – é azul com amarelo e eu gosto de coisas muito coloridas e preta não é tão colorida assim.
Eu quieta. Meio em choque. Aguardando ansiosa o desenrolar.
– É verdade, você tem razão. Como é o seu nome?
– Meu nome é Clara – Ela ainda não consegue falar o ERRE direito, enrola um pouco a língua, então às vezes as pessoas não entendem.
– Como? – perguntou a moça.
– Cla-ra. Clara. Como a do ovo, sabe?
A atendente riu gostoso.
– Eu sabia que você ia gostar – e Clara também riu – Todo mundo gosta quando eu digo isso e eu acho legal dizer, porque é quando as pessoas entendem.
Eu ali. Em modo paralisia.
– Você não gosta de princesas, Clara?
– Gosto. Elas são legais. Conheço algumas.
– Quais você conhece?
– Conheço a Elsa, a Ana [eu sabia, eu sabia que ia chegar nelas, tudo nessa vida parece levar a Elsa e Ana, não se passa um dia nesta minha vida de mãe que não se fale em Elsa e Ana – essa era eu pensando]. E outro dia eu pedi pra minha mãe e ela me levou no cinema pra assistir Cinderela.
– Nossa! A Cinderela é muito linda naquele filme né?
– Ah, ela é. Tadinha, vive toda suja…
– Você gostou do sapatinho dela?
– Sim.
– E do vestido?
– Sim.
– E do príncipe?
– Sim – [eu já querendo devolver a bota e sair correndo…]. Mas eu gostei de uma coisa mais ainda.
– Do que você gostou mais?
– Do que ela sempre diz – e encenou com os bracinhos: “Todas as pessoas precisam sempre ter coragem e gentileza”.

A moça se virou para mim e elogiou minha filha, dizendo algo como: “Puxa, que menina esperta, que menina inteligente”. Eu estava meio emocionada… Confesso. Com aquele sorriso meio espremido que esconde os dentes mas mostra que você está sorrindo. E disse, cordialmente, à atendente: “Diz pra ela isso…”. E ela:
– Clara, você é uma menina muito inteligente.
– Eu sei, obrigada. Minha mãe sempre me diz.

Quando todo aquele diálogo começou, naquele momento da sensação do cocô escorrendo na minha cabeça, eu já me via pagando a bota, indo para o carro com minha filha, colocando-a na cadeirinha, pedindo para esperar a mamãe um segundinho, voltando e explicando para a atendente porque aquilo não era legal de ser feito e blá blá blá e tome discurso e tome explicação e tome mais blá blá blá. Mas acontece que não precisou. Não precisou porque minha filha, de 4 anos, já interiorizou os valores que eu tanto a estimulo a ter, que eu tanto prezo, pela qual tanto luto, e que é tão difícil de vingar num mundo “licenciado” – em todas as acepções possíveis – como o nosso. Senti-me orgulhosa e feliz mas, principalmente, senti-me descansada. Essa é a palavra: descansada. Clara está na luta também. E isso aconteceu muito cedo e de maneira muito natural.

Por fim, gostaria de falar sobre as princesas.

Eu sou a chata das princesas. Muito, muito chata. E, olha, não é por seus lindos vestidos e cabelos maravilhosos – eu realmente as acho lindas, quase tive um troço quando me apareceu aquela Cinderela com aquele vestido translumbrante, azul turquesa, royal, sei lá que azul é aquele, com borboletas, coisa mais linda de viver, na telona do cinema. Eu não gosto das princesas pelo tipo de valores que elas representam. Mas tenho percebido algo: talvez não seja pelos “valores que elas representam”. Mas pelos valores que a sociedade QUER E INCENTIVA que elas representem. Essa coisa deletéria e prejudicial de se estimular a crença em príncipe encantado, de se ter modos de menina (que fucking modos de menina?!), de ser meiga como condição sine qua non para a condição de ser mulher, essa coisa que se associa a uma condição feminina estereotipada e vulnerabilizada. E, também, pelo massacre princezóide que se faz sobre as meninas. E pela associação rosa-princesa, claro, não vou mentir. Ou seja, não são as princesas. É a sociedade. Somos nós. É a cabeça das pessoas que incentivam esse tipo de (des)valor. Porque numa casa onde isso não é valorizado, onde isso não é incentivado, onde se combate veementemente esse tipo de estereotipia, o que uma menina de 4 anos guardou de um filme como Cinderela não foi o fato do príncipe dar uma festa pra escolher mulher. Não foi o fato das mulheres do reino disputarem um homem. Foi uma coisa só: a importância da coragem e da gentileza para todas as pessoas.

Desde que eu a levei para assistir Cinderela, tenho refletido sobre isso. Sobre o que, de fato, essas princesas viveram em suas histórias fictícias de contos de fadas e o que é que a sociedade gosta de falar sobre elas. Penso na princesa Aurora e no amor verdadeiro de sua mãe adotiva, Malévola. Penso na Branca de Neve, que foi beijada sem seu consentimento estando desacordada. Penso na Valente, com seus incríveis cachos vermelhos. Penso na Astrid (que nem princesa era) domando dragões. E, tá bom, sim, eu também penso na Elsa e na Ana: irmãs com um amor profundo uma pela outra.

O problema não são as princesas.
O problema é o uso que se faz dessas personagens. Um uso que beira o controle e a doutrinação.
Quando a gente cria crianças fora desse contexto, elas não se deixam controlar nem doutrinar. A ponto de que o que realmente saltará a seus olhos serão as mensagens humanas. Algo como “Coragem e Gentileza”.

Fui apenas comprar uma bota sem personagem.
E tive uma aula sobre consequências de escolhas, ativismo e luta contra o sexismo e a estereotipia do mundo das princesas.
Dada por uma menina de 4 anos. Com nome de ativista feminista marxista alemã: Clara.

adfadfadf

Ela pode ser quem ela quiser: uma princesa artesanal ou uma guerreira “minja” – que não pode arrumar o quarto porque está em  issão. Ela pode usar azul, rosa, preto, roxo e qualquer cor que ela quiser. 
Ela, como todas as crianças, não precisa de produtos licenciados. 
E não merece ser massacrada por eles.

Texto anteriormente publicado do excelente blog Cientista que Virou Mãe: http://www.cientistaqueviroumae.com.br/2015/04/cor-de-rosa-princesas-e-claras.html

(*) Lígia é bióloga, mestre em psicobiologia, doutora em farmacologia, área que deixei após se tornar mãe. Estimulada pela maternidade, mudou de área, de foco e de vida, e hoje faz um novo doutorado, agora em Saúde Coletiva. É pesquisadora da assistência ao parto no Brasil, da violência obstétrica e da medicalização da infância e do corpo feminino. É mãe da Clara e esse é o mais relevante dos seus títulos, pois foi ele quem a modificou verdadeiramente. Ela a inspira, todos os dias, a olhar a vida e os seres humanos por outro prisma, a lutar pelos direitos das mulheres e a conectar pessoas que buscam criar seus filhos de maneira afetuosa e não violenta.


Tags:  #infancialivre educação licenciados licenciamento publicidade infatil

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Mariana Sá




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8 Comments

May 15, 2015

Não sei não. Acho que os valores que as princesas representam são os valores que a sociedade quer que elas representem. Elas estão inseridas em uma narrativa que carrega tudo isso que a autora quer ir contra. A Clara só tem 4 anos, como saber os valores da Cinderela que ela internaliza?


May 15, 2015

E enquanto eu lia o seu texto, meu filho (2a2m) me disse uma coisa que eu respondi com pouca atenção (estava terminando minha leitura super dinâmica, no último parágrafo para poder voltar a brincar com ele). E ele veio, pôs a mão na minha perna e disse: _”Mamãe, olha pra mim.” Ensinamos… e nos assustamos quando eles aprendem! Isso é absolutamente incrível! 🙂 Parabéns para a sua Clara! E para você!


May 15, 2015

Oi Ligia
Nunca tinha pensado por este lado nas princesas, tenho uma filha já com 21 e um menino de 7 anos.
Mas concordo que a mulher é o que ela quiser e pouco ou nunca me importo com as opinioes alheias. Sou piloto de avião, formada em finanças, especialização em matemática finaceira, tudo que não se espera de uma “princesa”. Sou um desastre em casa, só gosto mesmo de cozinhar. E ensinei minha filha assim, mesmo ela amando as princesas, sempre deixei claro que eram fábulas, e que nas fábulas tem uma mensagem, uma historia bonita e que nem tudo ali faz parte da vida real, como o Papai Noel, bruxas, princesas e principes encantados. Mas é uma delícia para a imaginação e a fantasia.
Até porque os valores que as princesas representam podem ser vistos de outra maneira conforme nossa interpretação.

Sou contra feminismos, machismos e qualquer radicalismo. E espero que meus filhos também sejam. Educo o meu filho de 7 anos dizendo que ele não me ajuda em casa ao arrumar seus brinquedos e quarto ou quando lava a louça e faz comida com a gente, ele apenas faz a “parte dele”, pois quero que ele faça a parte dele se um dia resolver viver com alguém. Acredito que a mãe tem uma enorme parcela de culpa na educação machista e/ou feminista. Tento mudar isto, na minha casa.

Concordo em muitos aspectos com suas colocações, principalmente porque tenho HORROR de marcas, licenciados, consumismo desenfreado. Aqui em casa somos consumistas de coisas como livros ou viagens.
Botas de chuva só aquelas da marca sete léguas usadas na roça.
Pode usar personagens, mas evito ao máximo.

Só acho exagerada sua aversão as princesas porque depende da interpretação de cada um.


May 15, 2015

ADOREI SEU TEXTO! HOJE EU FUI AS compras DE ROUpaS para minha pequrna Cecília ( 8 meses) fiquei enjoada com tanto rosa! Eu pedi a vendedora para procurar no estoque outras cores e estampas…voltou meia hora depois com um vermelho, dizendo nao encontrar outras cores no tamanho da minha bb. ABSURDO! E me perguntou pqvcnao quer rosa? Eu fikei sem paciência e acabei dizendo “Pq nao gosto!” Mas nao é por isso, é por essa obrigatoriedade, sabe?! E acabei me obrigando a comprar pq cecilia realmentr está precisando. Mas me senti muito melhor quando li seu texto e q nao estou só! Avante!


May 16, 2015

Querida Ligia,

Obrigada pelo seu texto, sou mãe de uma menina e um menino e dentre meus acertos e erros como mãe sempre tento minimizar essa imposição de coisas de meninos e coisas de meninas.
Seu texto me deixou feliz por sentir que estou em um caminho bom, nunca tive muito contra personagens e meus filhos assistem TV, conhecem todos mas sempre tentei enfatizar as características interessantes dos personagens como a gentileza, a curiosidade, a perseverança, a capacidade de se indignar contra o status quo, o cuidado com a família e os amigos, o respeito à natureza… Entendo que assim também posso diminuir essa pressão que as crianças sentem por terem as características que a “sociedade” quer que elas tenham.
Minha filha parou de chupar dedo por causa das princesas, simplesmente porque elas não chupam dedo! Não precisei prometer presentes, não foram produtos das princesas que compraram a parada de chupar o dedo.
Alguns textos mais extremos me assustam quando demonizam certos personagens, também não acho certo endeusar as princesas ou a Pepa, mas como você mesma mencionou, as crianças terão contato com eles de qualquer forma e talvez seja melhor deixar os nossos valores e pensamentos sobre eles já enraizados nas crianças antes que outros o façam.
Parabéns por ter deixado valores tão fortes na sua Clara.
Abraço
Anne


May 17, 2015

Lígia, como me vi em teu texto! #total
PRINCIPALMENTE sobre Elsa e Ana 🙂 mas amei o desenho e a relação das irmãs + as músicas + o Olaf conseguiram alçar voo sobre a realeza. Na verdade minha filha (Marina, 6 anos) “superou” a crise do cor-de-rosa com a Elsa, que usa azul. Precisamos aprender a conhecer nossas crianças e respeitá-las. Em muitas coisas Marina se parece comigo desde que nasceu, mas noutras eu preciso respirar fundo e olhar bem dentro de seus olhos e compreender a língua que está falando. Por exemplo, eu jamais questionava minha mãe, simplesmente porque tinha uma paixão anormal por ela. Marina precisa de explicação para tudo, não aceita o porque-é-assim, e mais: ama desafiar a mãe, então o lance do NÃO AO MONOCROMÁTICO, que surgiu assim que me soube grávida, foi osso duro. Ela aceita as roupas coloridas sem cor-de-rosa porque o pai é pintor e desenhista e trabalha junto com ela a mistura de cores, então é algo muito próximo de sua vida. Enfim, aos poucos a preferência-adquirida-goela-abaixo foi dissipando. O auge foi a Elsa com aquele vestido que consegue ter brilho e não ser brega <3
Também fomos assistir ao Cinderela. Motivo: o curta-metragem de Frozen. Quando marina soube que seria um curta antes de Cinderela quase se transformou no Donald e ao final saiu com esta: "Já sei. A gente entra, assiste Frozen e sai. Ninguém pode ser obrigada a assistir o que não quer, não é?" uhu! Não à venda casada aos 6 anos, é isssaê. Mas as mães das coleguinhas da escola nos convidaram para irmos juntas e não teve escapatória, ficamos até o final. é claro que ela mal assistiu, ficamos brincando na maior parte do tempo e quando terminou…"Aafff, parecia que não terminava nunca! Quando a gente vai comprar o Frozen novo?"
Fiquei pensando na vendedora, gostaria de saber o que ela comentou com familiares e colegas, como a experiência deve ter mexido com ela, pois quando a gente se depara com o DIFERENTE não é possível passar incólume! Sempre imagino uma caixa grande com pequenas bolinhas de isopor; o que acontece quando enfiamos o braço nela? TOOOOODAS as bolinhas se movem,algumas caem, isso ocorre para caber o braço; assim é quando vem um novo conhecimento,mexe com tudo dentro da gente.
Feliz aqui com este texto!


Sep 04, 2015

Não precisa ser “antiprincesa”. As princesas não são da Disney. Elas têm sua origem nos contos de fadas e quem conhece um pouco sobre psicanálise infantil, sabe como é importante para a fantasia e imaginação que a criança tenha contato com essa leitura, que perceba através deles que princesa, segundo o psicanalista Bruno Bettelheim, é a pessoa que sofre durante toda história (perdem mães, são judiadas por bruxas, isoladas ou amaldiçoadas) mas encontra a felicidade no fim de sua trajetória (representada pelo casamento e final feliz). Ser princesa é não desistir.

Não por acaso os contos de fadas falam diretamente ao inconsciente da criança e foram popularizados pela Disney. Fiz especialização em literatura infantil e contos de fadas. É clara a sua importância e não deve invalidar a apreciação dos contos de fadas, principalmente na primeira infância. A questão da consumismo vem da sociedade e de pais q delegam a educação, não vivem com os filhos. Meu menino de 9anos ama as princesas, assistiu e chorou vendo cinderela e sabe direitinho q o final feliz representado pelo casamento é só isso, um final feliz, não quer dizer q todos têm q casar e sim q todos encontram a felicidade. E tb assistimos pokemon! Enfim, Podemos e devemos assistir e ver de tudo para as crianças. Viva as princesas!!


Nov 20, 2015

Concordo que o problema não são as princesas em si. Tem muito mais envolvido e o assunto precisa de uma reflexão profunda. Tenho uma filha de 2 anos e por enquanto ela nem sabe quem são as princesas, mas tenho certeza que quando entrar na escola ela vai conhecer e eu e meu esposo não pretendemos reprimir. Se por acaso ela se interessar por esses contos de fadas, vamos ajudá-la a refletir sobre essas estórias de um ponto de vista crítico, porque as crianças são muito espertas e têm toda condição de ver as coisas por vários ângulos. Elas sabem pensar fora da caixa e nós devemos aproveitar isso. É isso mesmo! Crianças pensam. E se bem orientadas elas vão longe. Não adianta proibir nem evitar o contato com algo que consideramos negativo, porque mais cedo ou mais tarde elas vão se deparar com as coisas. Mas se a ensinarmos a pensar sobre os contos do ponto de vista moral, ético, etc, aí sim, estaremos preparando a cabecinha delas para filtrar essas influências em suas mentalidades.
Se tiverem interesse, leiam o que escrevi em meu blog sobre os contos de fadas e deem a sua opinião para ajudar a construir uma discussão positiva sobre esse assunto. Ficarei muito feliz com a sua visita!
http://itsagirl.com.br/2015/11/11/uma-reflexao-sobre-os-contos-de-fadas/



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