milc / 6 de maio de 2014

Movimento Infância Livre de Consumismo agora é MILC, ops, milc

Começamos a trabalhar em março 2012 com o nome “Infância Livre de Consumismo”, resultado de uma enquete ampla feita entre membros do Grupo de Discussão Consumismo e Publicidade Infantil. Na época, nos colocávamos como um “Coletivo”.

Assim como o nome, a marca foi desenvolvida a partir de uma enquete para escolha da cor e do tipo de letra a ser usado. O desenho final foi criado por um profissional de design, mas o planejamento, estudos e pesquisas necessários para uma melhor elaboração de uma logomarca correta eram insuficientes, até porque, naquele momento não se sabia ao certo a dimensão e os rumos do movimento.

Com o passar dos meses, identificamos que a nossa atuação estava mais afinada com a atuação de um “Movimento”; por isso, em meados de 2012, de maneira espontânea, incluímos a expressão no nome, o que gerou uma sigla de fácil verbalização: MILC. A similaridade na pronúncia da sigla com a palavra “leite” em inglês foi bem-vinda e ajuda a identificar o MILC como um movimento materno – pais e não pais são bem-vindos, porém sabemos que as mães tem sido  as protagonistas.

Desde 2013, depois de incorporarmos a sigla nas nossas falas e nos nossos textos, sentimos a necessidade de redesenhar a marca para que inclua o ‘M’ de movimento e para que traduza nossa identidade atual e sonhos futuros. E depois de um exaustivo processo de planejamento interno, nossa nova logo foi encomendada.

Concordamos com o designer que afirma que a COR é um dos elementos mais importantes da identidade visual de uma marca e por isso  escolhemos manter a cor laranja, mas em outra tonalidade: um tom mais maduro depois de muitas descobertas neste percurso especialmente da descoberta da nossa missão como grupo de mães, pais e cidadãos interessados no debate sobre infância, consumismo, marketing e publicidade direcionados às crianças.

escala

A escolha da tipologia escrita à mão e a manutenção da sigla em caixa baixa atende aos nossos sonhos de ser um grupo de mães debatendo sem gritos e de maneira acolhedora os impactos da comunicação nas vidas dos nossos filhos, além de demandar políticas públicas a correta conduta das empresas. Nossa missão é levar informação e fomentar o debate sobre a influência das relações comerciais na educação das crianças, vigiando a atuação das empresas. E o nosso objetivo é aumentar a compreensão da sociedade para as questões da publicidade e consumismo infantil, fortalecendo o movimento frente aos excessos das empresas.

 

Com isso em mente e levando em conta os nossos valores – Respeito à infância “o bem-estar da criança é prioridade”; Transparência e Responsabilidade “visão crítica, compromisso com a informação e suas consequências”; Pluralidade “respeito à diversidade de visões”; e  Acolhimento “receptividade e compreensão: todo mundo é bem-vindo e bem recebido” – nossa nova logomarca foi criada e começamos a partir de agora um novo caminho em direção de um mundo em que valores humanos estejam acima dos interesses das empresas.

logo_milc

 

Junte-se a nós! Conheça nossa causa, acompanhe nosso blog, curta nossa fanpage no Facebook, siga nosso perfil no twitter, além das outras redes sociais, e acompanhe os debates diários. Traga informações relevantes. Divida conosco a sua opinião. Compartilhe as postagens. Convide os amigos. Espalhe a ideia.

Se desejar participar mais ativamente do nosso movimento, traga sua experiência, ofereça o que sabe fazer de melhor em prol de nossa causa. Estamos te esperando.

 


Tags:  marca MILC plano

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Mariana Sá




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15 Comments

May 25, 2014

Olá!

Me interessei em contribuir mais com a causa, já que acompanho o trabalho de vocês faz um bom tempo.
Não encontrei nenhum email ou algo parecido para entrar em contato. É isso mesmo?
Se não, gostaria de tentar conversar um pouco e descobrir alguma forma em que possa ajudar.

Abraço.


    May 26, 2014

    Olá Paola,
    Ontem mesmo eu estava lendo o seu blog: ma-ra-vi-lho-so!
    Seria um prazer contar com a sua contribuição, entraremos em contato pelo e-mail para nos falar melhor.
    Estamos reformando o blog e vamos inserir um campo para contatos. Obrigada por notar!
    Abraços,
    Mariana


Mar 20, 2015

Bom sou uma criança mas eu sei como funçiona essas coisas e ja avisei meu pai


Mar 23, 2015

Olá, sou mãe e jornalista e acompanho o trabalho de vocês. Recentemente escrevi matéria especial no Diario de Pernambuco sobre as músicas de duplo sentido, que estimulam uma sensualização precoce e até fazem alusão à pedofilia e de como podemos nos proteger e até usar a Justiça para coibir esses abusos e gostaria de compartilhar com vocês. Parabéns pelo trabalho. Além disso, gostaria de manter contato para a produção de uma nova matéria, desta vez sobre consumismo infantil. Qual o telefone para contato?
Seguem os links
http://www.diariodepernambuco.com.br/app/noticia/vida-urbana/2015/03/20/interna_vidaurbana,567322/nos-precisamos-falar-sobre-parara-tim-bum.shtml
http://www.diariodepernambuco.com.br/app/noticia/vida-urbana/2015/03/20/interna_vidaurbana,567333/palestra-sobre-educacao-sexual-para-ajudar-pais-e-maes.shtml
http://www.diariodepernambuco.com.br/app/noticia/vida-urbana/2015/03/20/interna_vidaurbana,567335/quem-se-sente-ofendido-por-musicas-pode-recorrer-a-lei.shtml
Grata, Patrícia Fonseca


    Mar 23, 2015

    Estamos te passando email com os nossos números de contato.


      Apr 01, 2015

      Mariana, ainda não recebi os contatos e estou precisando falar com vocês para a matéria. Podemos marcar uma conversa por telefone para esta quinta-feira pela manhã? Ou na próxima segunda? Aguardo contato. Obrigada.


Apr 16, 2015

Eu quero a minha Caloi. Compre Batom. Eu tenho você não tem. Quantas destas mensagens ficaram na sua cabeça desde a infância? Entidades voltadas para a promoção e a defesa dos direitos de crianças e adolescentes alertam: aparentemente inocentes, elas representam a maneira como a publicidade atinge fortemente as crianças, difundindo não apenas o consumo de chocolates, bicicletas, mas o consumismo.Para os especialistas, a explicação é simples. Se para nós, adultos, muitas vezes é difícil perceber a manipulação sutil e sedutora da propaganda, para os mais jovens, com senso crítico em desenvolvimento, torna-se praticamente impossível dizer não ao que é apresentado como sinônimo de felicidade e satisfação. Mas, o que os pais ou adultos responsáveis, podem fazer para protegê-las de uma prática distante da educação sustentável e de um ideal de sociedade que preza pelo bem-estar dos cidadãos? Matéria ouve integrantes do Mila, Rebrinc, psicólola, mães e as crianças, claro!
http://www.diariodepernambuco.com.br/app/noticia/vida-urbana/2015/04/14/interna_vidaurbana,570663/o-que-pais-e-educadores-podem-fazer-para-frear-a-seducao-da-propaganda.shtml
http://www.diariodepernambuco.com.br/app/noticia/vida-urbana/2015/04/14/interna_vidaurbana,570675/jovens-propoem-consumo-consciente-usando-a-robotica.shtml
http://www.diariodepernambuco.com.br/app/noticia/vida-urbana/2015/04/14/interna_vidaurbana,571563/brasil-nao-dispoe-de-lei-especifica-de-regulacao-da-publicidade-infantil.shtml


Apr 16, 2015

Eu quero a minha Caloi. Compre Batom. Eu tenho você não tem. Quantas destas mensagens ficaram na sua cabeça desde a infância? Entidades voltadas para a promoção e a defesa dos direitos de crianças e adolescentes alertam: aparentemente inocentes, elas representam a maneira como a publicidade atinge fortemente as crianças, difundindo não apenas o consumo de chocolates, bicicletas, mas o consumismo.Para os especialistas, a explicação é simples. Se para nós, adultos, muitas vezes é difícil perceber a manipulação sutil e sedutora da propaganda, para os mais jovens, com senso crítico em desenvolvimento, torna-se praticamente impossível dizer não ao que é apresentado como sinônimo de felicidade e satisfação. Mas, o que os pais ou adultos responsáveis, podem fazer para protegê-las de uma prática distante da educação sustentável e de um ideal de sociedade que preza pelo bem-estar dos cidadãos? Matéria ouve integrantes do Mila, Rebrinc, psicóloga, mães e as crianças, claro!
http://www.diariodepernambuco.com.br/app/noticia/vida-urbana/2015/04/14/interna_vidaurbana,570663/o-que-pais-e-educadores-podem-fazer-para-frear-a-seducao-da-propaganda.shtml
http://www.diariodepernambuco.com.br/app/noticia/vida-urbana/2015/04/14/interna_vidaurbana,570675/jovens-propoem-consumo-consciente-usando-a-robotica.shtml
http://www.diariodepernambuco.com.br/app/noticia/vida-urbana/2015/04/14/interna_vidaurbana,571563/brasil-nao-dispoe-de-lei-especifica-de-regulacao-da-publicidade-infantil.shtml


Apr 30, 2015

Baseada na minha experiência de vida (sou bisavó), digo que, com ou sem expor crianças às propagandas veiculadas na TV e dirigidas ao público infantil, elas sempre irão querer isto ou aquilo, ou porque ‘minha amiga tem’, ou porque ‘meu colega ganhou’, ou porque viu numa loja, etc., etc., etc. O que é preciso é, não banir essas propagandas ou proibir sua veiculação, mas sim, que os pais saibam impor limites aos desejos de seus filhos. Isso vai, inclusive, fortalecê-los, prepará-los para aguentar frustrações – coisa inevitável que aconteça durante a sua vida – e impor limites. O que eu vejo é que, hoje em dia, parece que os pais têm medo dos filhos. Quando escuto falar que uma menina de 13 anos, por exemplo, está grávida, e que por isso foi morar com o namorado, às vezes ele também um menino, fico pasma; e penso que tanto essa menina quanto esse menino deveriam ter sido filhos dos meus pais; aí eles veriam o que é colocar limites! Parece que, mais do que proibir isso ou aquilo, o que se necessita, hoje, é de uma escola de pais.


    Apr 30, 2015

    Lea,
    respeito a sua opinião e concordo que a educação é uma coisa bastante complexa e apenas as pessoas mais atentas irão ser bem sucedidas como mães e pais. Não existe receita de bolo e cada criança reage de uma maneira tanto ao excesso de limites como à falta deles. A regulamentação da publicidade dirigida à criança não substitui a educação doméstica, logicamente, mas como mãe de duas crianças posso perceber de uma maneira inegável o estrago que a publicidade faz: quando ocorre de meus filhos estarem mais expostos à publicidade e ao marketing é gritante a diferença de comportamento. Desta maneira, sem comparar crianças entre si (isso não se faz!), apenas comparando meus filhos com e sem publicidade posso te assegurar que a infância e a maternidade (paternidade) sairiam ganhando com um marco legal mais protetivo.
    abraços,
    Mariana


Jun 23, 2015

“O que você vai ser quando crescer?” Talvez em nenhuma outra época, essa pressa em antecipar a vida adulta tenha sido tão ostensiva. Vivemos uma fase de debates sobre a redução da maioridade penal, o crescimento da taxa de trabalho infantil, das crianças estressadas com agendas lotadas, das escolas que ensinam empreendedorismo e se voltam para o vestibular ainda na educação infantil, das meninas desfilando roupas sexy, sapatos de salto e sutiãs com enchimento. O que está por trás e a quem serve essa aceleração do “crescimento”? Especialistas em educação, psicologia, saúde, apontam o capitalismo como propulsor de uma engrenagem viciosa. Os pais se ausentam cada vez mais para se dedicarem a um mercado de trabalho competitivo e opressor. O poder público não oferece educação e lazer de qualidade que livre as crianças da convivência danosa nas ruas, quando não são elas próprias expostas ao trabalho como forma de sobrevivência. As de maior poder aquisitivo, também afetadas pelos apelos consumistas da televisão, são cobradas a se preparar para um futuro profissional que garanta mais que retorno pessoal, financeiro. Culpados, os adultos cedem sua autoridade aos filhos, dando voz excessiva a quem quer e precisa, na verdade, ouvir e aprender. Matéria completa no link http://www.diariodepernambuco.com.br/app/noticia/vida-urbana/2015/06/22/interna_vidaurbana,582540/quem-se-lembra-o-que-era-ser-crianca.shtml


Aug 05, 2015

Distração, desatenção, agitação, impulsividade, esquecimento, desorganização. Características do transtorno do Défict de Atenção e Hiperatividade (TDAH) ou comuns às crianças? O processo de medicamentização das reações humanas, como tristeza, medo, insônia, chegou também à infância? A cada dia, aumenta o volume de diagnósticos e prescrições de drogas como alternativa para o controle de alterações orgânicas relacionadas ao funcionamento cerebral e do comportamento.
No best seller Saving normal, ainda inédito no Brasil, Allen Frances, um dos psiquiatras mais influentes do mundo, faz uma séria e urgente crítica à medicalização generalizada e a mais nova edição do Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais-5 (DSM-5), a “bíblia da psiquiatria” que dirigiu durante anos. O médico adverte: a principal referência acadêmica da especialidade ampliou enormemente o número de transtornos patológicos e está convertendo milhões de pessoas normais em “pacientes mentais”.
Em entrevista ao jornal El País, o psiquiatra confessa a incapacidade de reverter a ideia, construída pelos laboratórios, de que o transtorno psiquiátrico é algo muito comum e de fácil solução. “Não há evidência em longo prazo de que a medicação contribua para melhorar os resultados escolares. Em curto prazo, pode acalmar a criança, inclusive ajudá-la a se concentrar melhor em suas tarefas. Mas em longo prazo, esses benefícios não foram demonstrados”, afirma. Frances diz, inclusive, que etá conduzindo um experimento em grande escala com crianças medicadas, porque ainda não se sabe que efeitos adversos esses fármacos podem ter com o passar do tempo.
“Assim como não nos ocorre receitar testosterona a uma criança para que renda mais no futebol, tampouco faz sentido tentar melhorar o rendimento escolar com fármacos”, declara. A receita de Allen Frances é simples: a sociedade precisa aceitar as diferenças entre as crianças, elas não cabem em um molde de normalidade cada vez mais estreito. “É muito fácil fazer um diagnóstico errôneo, mas muito difícil reverter os danos que isso causa. Tanto no social como pelos efeitos adversos que o tratamento pode ter”.
Concordando com o psiquiatra norte-americano, vem ganhando voz no mundo uma corrente crítica às terapias medicamentosas. “O próximo passo é conscientizar as pessoas de que remédio demais faz mal para a saúde”, defende Frances, para quem caberia ao Ministério da Saúde difundir esta prática. Para profissionais como ele, o tratamento de patologias como TDAH devem ser observadas em sua complexidade e singularidade, já que podem ser causadas por fatores biológicos e sociais, com componentes ambientais, e, por isso mesmo, receber tratamentos alternativos capazes de ajudar na busca por mais serenidade, foco, concentração. Não por acaso, as terapias holísticas orientais vêm sendo “redescobertas”
Vídeo e matéria completa no http://www.diariodepernambuco.com.br/app/noticia/vida-urbana/2015/08/03/interna_vidaurbana,589877/alternativas-as-drogas-no-tratamento-do-tdah.shtml


Apr 05, 2016

Bom dia.
Gostaria de obter um telefone de contato da Milc para convidá-las para o 31º Encontro Estadual de Defesa do Consumidor do Estado de São Paulo que ocorrerá no mês de maio.
Agradeço a atenção.


Apr 06, 2016

Boa tarde.
Gostaríamos de reforçar a urgência de contato com relação ao convite para o 31º Encontro Estadual de Defesa do Consumidor (dia 06/05/2016). Será uma oportunidade para a Milc participar de um debate sobre tema de interesse voltado ao consumo e infância.
Aguardamos contato urgente.



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