outros / 5 de setembro de 2012

Encontros reais

Graziela Flor

Gosto de grupos. Preciso deles. Não importa se reais ou virtuais. Tá bom que os grupos de amigos reais são assim, como posso dizer, mais reais. Não precisava dizer, eu sei. Mas é que encontrar os amigos reais, dar aquele abraço, olhar no olho, ouvir a frase conhecida “quanto tempo” tem um gosto especial que, no fim, deixa o gosto de quero mais.

Foi nesse clima de encontro com amigos reais que se conheceram e reuniram através dos espaços virtuais (twitter e blogs) que nos reunimos para nosso encontro mensal.

Todas mulheres, nem todas mães, mas com algo em comum as une além da boa conversa, boas risadas, papos sobre dieta, cabelos, passeios, empregos e preocupação com as crianças.

Enquanto uma conta uma peripécia do filho, a outra ouve atenta, a que é tia (por enquanto) faz uma pergunta, tira uma dúvida, sugere algo; as que não têm filhos às vezes ficam com cara de interrogação, medo até. As que têm filhos contam várias coisas ao mesmo tempo, algumas encantadoras, outras nem tanto. E todas sem perceber refletem sobre nossas crianças, seu futuro e seu presente, resgatando memórias da infância de cada uma, que é a que vai ajudar a elaborar um possível plano de educação dos filhos (nem sempre os planos são executados com sucesso, mas que foram planejados, foram).

Essas mulheres que se conectaram através das novas (e, para alguns, assustadoras) Mídias Sociais também se conectam entre si, pensando juntas, refletindo e digerindo novas informações.

A marqueteira experiente conta, com lágrimas nos olhos, que não concorda com a publicidade dirigida para as crianças mesmo sendo esse seu trabalho, aquele que paga seu salário e mantém as contas em dia. A tia apaixonada diz que se assusta com a quantidade absurda dos produtos licenciados e a mãe com as filhas adolescentes relata que, quando as meninas eram pequenas, comprou muito para satisfazer uma vontade dela, que nunca teve o que quis.

Naquele momento, o encontro deixou de ser somente um encontro para “jogar conversa fora”: um espaço de reflexão instalou-se ali. Mulheres trocaram informações, conhecimento e sentiram-se agradecidas por estarem juntas ao vivo, além das telas do computador.

A maioria conhecia o movimento Infância Livre de Consumismo; mesmo assim, a reflexão sobre como estamos preservando a infância das nossas crianças se fez necessária naquela hora, naquele momento. Eu estava presente, fiz minha parte, me fiz presente.


Tags:  encontros reais

Bookmark and Share




Previous Post
Em defesa de uma infância livre
Next Post
Pelo direito de escolha: a saga dos transgênicos



Mariana Sá




0 Comment

Sep 24, 2012

Vou fazer a Feira de Trocas em Maceió e gostaria de entregar algo dpo ILC mas não queria encher a praça de folders/filipetas que geralmente nem chegal até a casa das pessoas, ficam por ali mesmo, a meio caminho. Vi então essa imagem tão linda…é um marcador de página? Podemos distribui-los? Melhor: podem mandar para distribuirmos? 🙂



Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *



More Story
Em defesa de uma infância livre
*Sueli Sueishi-Schmoker Comparado aos anos 80 e 90, o acesso à informação hoje é indiscutivelmente melhor, mais eficaz...