maternidade / 5 de junho de 2013

Como ser mãe em uma época em que impera a lei do menor esforço?

Texto de Daniele Brito*

Não tenho a obrigação de ficar calada. Ninguém tem a obrigação de concordar. Nasce a polêmica.

Quem me acompanha, mas quem me acompanha mesmo a ponto de me conhecer minimamente, sabe que não gosto de estar envolvida em assuntos polêmicos, que geralmente entram em combustão com argumentos muito rasos para sustentar uma ideia, uma opinião. Não tenho tempo nem estômago para administrar isso.

Muita gente deve ter uma ideia equivocada sobre mim pelo fato de eu escrever sobre maternidade e postar muitas coisas relacionadas a isso na fan page do blog. Devem me achar uma super mãe, aquela que está acima do bem e do mal, que certamente não reclama de nada e que vive eternamente feliz.

Não gosto desse rótulo e muito menos o reivindiquei pra mim.

Quem me acompanha, mas quem me acompanha mesmo a ponto de me conhecer minimamente, sabe que sou uma mãe em transformação, ou melhor, uma pessoa em transformação. Escrevo mais sobre meus erros que sobre meus acertos. Escrevo ainda sobre as coisas que descubro, que me fazem entrar numa catarse sofrida e me modificam. Como mãe e como ser humano.

Fui mãe pela primeira vez em 2003. Não tínhamos redes sociais e as informações estavam todas compiladinhas em portais www. Ainda assim, procurei me cercar de uma quantidade gigantesca de informação. Fiz minhas escolhas baseadas não só nessas, mas em vivências familiares.

Como mãe, fui eu quem decidiu o parto. Desconhecia o termo violência obstétrica, achei injustas as intervenções no primeiro parto (natural), o descaso dos profissionais de saúde que me cercavam, mas nunca me ocorreu que nós – a sociedade – teríamos argumentos e força para lutar contra um modelo obstétrico em vigor há pelo menos um século. Chorei ao saber da episiotomia, mas ingenuamente, achei que fizesse parte do pacote. E contra aquilo não me voltei.

Como mãe, fui eu quem decidiu não perseverar na amamentação dos dois filhos! Quem me vê defendendo ferrenhamente a amamentação prolongada acha que amamento meus filhos até hoje! A mais velha mamou até os quatro meses, quando acabou minha licença-maternidade. Ouvindo conselhos do pediatra e de posse de informações equivocadas em revistas, julguei ter feito a minha parte. “Mamou o suficiente”, dizia. O segundo, querendo amamentar até os dois anos ou mais, com leite suficiente pra isso, fui mal orientada por um profissional da saúde. Meu filho tinha refluxo e eu, hiperlactação. Ele não conseguia mamar e eu chorava. O pediatra deu o diagnóstico: manha. E eu sucumbi ao fracasso. Tendo refluxo, nenhum outro leite seria bom pra ele como o meu.

Até bem pouco tempo – pouquíssimo tempo, aliás – tinha o maior preconceito contra a amamentação prolongada. Não sabia que era possível amamentar durante a gestação, muito menos que mulheres eram capazes de nutrir dois filhos em idades diversas. Meu desconhecimento me levou a falar muita besteira.

Como mãe, fui eu quem optou pela combo chupeta + mamadeira, reproduzindo um padrão de vivência familiar. Eu usei. Todos os meus irmãos usaram. Ninguém morreu, veja que beleza!

Como mãe, fui eu quem optou por comidas prontas que facilitariam a vida doméstica. Diminuiriam meu cansaço e sobraria mais tempo pra mim e para minha filha. Com o segundo, a coisa foi diferente. Só não sabia que seria possível revolucionar geral com a comida servida a todos nessa casa. Mudança de hábitos, consumo consciente.

Como mãe, usei de recursos que aprendi ainda na infância, como gritar e dar palmadas para dar limites e mostrar a minha autoridade de mãe, por medo de ser permissiva e omissa. Só não sabia que, com isso, estava apenas ensinando o descontrole e a falta de assertividade em resolver as querelas domésticas. Desconhecia o poder da disciplina positiva.

Essas são as minhas escolhas. Não é porque as fiz que elas estão certas.

É muito cômodo escolher o caminho fácil quando não temos informação ou quando elas nos chegam de forma parcial. E, naquela época, eu queria me cercar de facilidades.

O que estava por trás de todas essas minhas escolhas? Aprendi a me fazer essa pergunta.

Existe mesmo livre escolha?

O mercado, através de suas peças publicitárias, nos bombardeia com mensagens que nos mostram que não somos capazes, que não conseguiremos dar conta. Que precisamos de um auxílio, de um produto que facilite nossas vidas. Pode ser de bisturi a macarrão instantâneo.

Encarar o meu papel de forma consciente exige um esforço contínuo. Procuro me cercar de informação não pasteurizada, que não queira me agradar, mas que me confronte com meus próprios medos, com minhas fraquezas.

Confirmar os vínculos com meus filhos exige de mim compromisso. Mudar, quebrar paradigmas pode significar sofrimento, MAS também pode ser um antídoto, um alento. Finalmente, sair da caverna é penoso, mas é libertador.

* * * * *

Hoje, num desabafo, contei algo que vem acontecendo na casa da minha vizinha. Não nos conhecemos. Nem mesmo sei o seu nome. Coisas da vida moderna.

Sua bebê nasceu no começo do ano e só sei que é uma menina, pois vejo no varal roupinhas cor de rosa. Desde então, ouço seus choros e sua mãe falando em tatibitati. Bate aquela nostalgia! Como é bom bebê novinho em casa!

Um dia publiquei na fan page que, quando a bebê chorava prolongadamente, eu colocava a mão na parede e dizia mentalmente “Calma, amiga. Vai passar. É só uma fase.” De lá pra cá, tenho ouvido muitos gritos. Descontrolados. Altos.

Conversando com meu marido, disse que estava com pena dela. Relembramos juntos vários momentos difíceis e recordamos do tempo que achávamos que isso nunca teria um fim. Até então, não sabia que os gritos eram direcionados à bebê. Imaginei que ela gritasse com as paredes, com o marido, com a babá.

Pontualmente, a bebê acorda às 00:30. Suponho que seja para mamar. Outro dia, então, não só ouvi os gritos, como pude discernir o que exatamente aquela mãe estava falando. Mandou a bebê – que não deve ter seis meses – calar a boca várias vezes. Mandou parar de manha. Uma adulta mandando uma bebê parar de manha.

E foi isso que me deixou triste, que me fez perder o sono. Muita gente mostrou preocupação com a mãe, que deve sim estar passando por um momento difícil, que deve, inclusive, estar com depressão pós-parto. Que seja. Afinal, sabemos que amor não se impõe nem se decreta. Se constrói. Mas na hora, naquele momento, só consegui me preocupar com a criança. E se os gritos forem acompanhados de outras formas de violência? Liguei as pecinhas e deduzi (veja bem) que há tempos essa bebezinha recebe ordens para se calar, para lidar sozinha com sua natural imaturidade. A mãe é adulta e dispõe de vários recursos para procurar ajuda, mas quais recursos a bebê possui?

Na minha fofoca matinal, escrevi algo sobre não estarmos preparados emocionalmente para ter filhos: as pessoas querem um filho, mas NÃO querem passar pelo processo. Querem um filho, mas não querem um parto. Optam pela cesárea. Querem um filho, mas não querem amamentar. Optam pelo leite artificial. Querem um filho, mas não querem cuidar. Contratam uma babá (que durma no quarto, inclusive). Querem um filho, mas não querem trabalho na hora de alimentá-lo. Optam pela comida industrializada. E ainda reclamam.

De fato, não gosto desse coitadismo materno. Somos da geração do menor esforço, do prazer instantâneo (como o macarrão), do prazer individual. Não queremos problemas, queremos resultados. A coletividade nos assusta. O outro não interessa. Agimos como eternos garotos mimados, num ciclo aparentemente inquebrantável da infantilização da vida adulta.

“Sentir-se ofendido é uma forma de negação que nossa cultura impôs com grande êxito”, como bem salienta Sergio Sinay.

A maternidade não pode ser vista como satisfação imediata de prazeres só porque a fantasiamos como um simples exercício de manipulação de um painel de controle.

Queremos as facilidades.

Dizem, entre sorrisos e músicas alegres nos comerciais da TV, que não precisamos de regras para criarmos nossos filhos. Como se isso pudesse ser de alguma forma libertador.

De fato, não precisamos de regras.

Precisamos de compromisso, responsabilidade, cumplicidade e ética.

*Daniele tem 32 anos e é estudante de Direito, mãe da Bia, de 9 anos, e do Otto, de 4, mora em Florianópolis/ SC e é autora do blog Balzaca Materna.

 

 


Tags:  Daniele Brito educação filhos maternidade ser mãe

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Mariana Sá




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26 Comments

Jun 05, 2013

Dani, amo seus textos! E mais uma vez você foi muito feliz nas palavras. Sobre a bebê, eu, se fosse vizinha de parede da mãe em questão, tentaria fazer uma visita e oferecer ajuda. Nós bem sabemos como essa fase pode ser difícil, o quanto o choro do bebê pode nos deixar loucas! As noites mal dormidas, a falta de tempo para nós mesmas…ai, bem sei! Quem sabe você não poderia fazer diferença, presencialmente, na vida dessa mãe e, principalmente, dessa bebéia? Beijos! Nine


    Jun 05, 2013

    Apoiada! Acho que é uma boa, às vezes até tomar um café e conversar já vai fazer a diferença no dia a dia dessa mãe.


      Jun 05, 2013

      Também concordo que talvez a vizinha precise mesmo de uma conversa. Ser mãe realmente não é como tentam nos convencer as propagandas de tv. Ser é mãe é um trabalho muito, muito mais árduo, mas às vezes o que falta não é apenas informação, mas também apoio, uma palavra amiga ou um conselho de alguém que tenha experiência.


Jun 05, 2013

Concordo com o que você diz que não precisamos de regras, precisamos de coragem, ética, responsabilidade. Mas eu gostaria de pontuar algo importante no contexto do país e do momento que vivemos.

Maternidade aqui no Brasil não é exatamente uma escolha – no sentido mais amplo da palavra. Assim como você narrou, que fez escolhas equivocadas por falta de acesso à informação, a uma assistência médica adequada, mulheres não são exatamente livres para escolherem ser mães ou não. Sei que toda generalização é perigosa, mas quando não há a opção de se livrar de uma gravidez indesejada através do aborto, eu não entendo que a mulher brasileira é livre para escolher ser mãe ou não. E aí quando eu falei do momento atual, só pra lembrar que hoje está acontecendo no congresso uma discussão sobre o famigerado Estatuto do Nascituro. E que a sociedade deve buscar se informar, e agir para que tal estatuto não seja aprovado.

Outra coisa que eu queria pontuar é sobre a responsabilidade na criação do filho. Pelo que você narra, essa mulher tem marido, não? Por que será então que a mãe é que grita, que acorda sozinha de noite e se estressa com a pressão do cuidado. Veja bem, não defendo a atitude dela, muito pelo contrário. E não conheço a história dela. Mas entendo que a responsabilidade da formação de um ser humano não é só de quem pariu. É do pai que ajudou a gerar, é da família da qual essa criança faz parte. E – por quê não? – da vizinha que percebe que algo errado está acontecendo com essa criança e não tem obrigação de testemunhar calada essa violência. Porque gritos a um ser tão pequeno são sim uma forma de violência. E não acho que seja intromissão, acho legítimo que essa mãe possa receber informação, de que ela pode fazer diferente, de que ela pode revindicar mais apoio.

No mais, finalizar agradecendo pelo texto, com reflexões tão importantes no momento de hoje. E eu acho que suas reflexões se estendem não só ao cuidado com crianças, mas com vários aspectos da nossa vida. Responsabilidade, ética e caráter devem pautar também nossa relação com o meio ambiente, com a alimentação, com as relações de trabalho. Tudo isso faz parte da construção de um mundo melhor para tod@s.


    Jun 08, 2013

    De todos os comentários… esse foi brilhante!


    Jun 13, 2013

    Carolina, como assim as mulheres não são livres para escolherem ser mães ou não? A mulher é livre para, caso NÃO queira ser mãe, utilizar métodos contraceptivos – que não vou nem citar, são inúmeros e para todos os gostos. Alguém proibe as mulheres de se prevenirem?


Jun 05, 2013

Seu texto é fluido, leve, forte e consistente. Parabéns. Os argumentos são muito bem colocados.
Me sinto assim, também. Cansada por trabalhar o dia todo e ainda ter que lidar com “manha” noturna. Só que se respirar por 5 segundos, lembro que a adulta sou eu. É ela que não vê a mãe durante o dia. É ela a ter problemas, não eu. E recomeço. Minha filha tem problemas de alergia alimentar, portanto nunca cozinhei tanto na vida como agora. Jamais tinha feito um pão, uma papinha. Queria comprar, se pudesse. Chego em casa tarde e vou pro fogão, de novo, todo dia. Quis um parto, quis amamentar. Consegui os dois. Mas não queria fazer janta (antes comida qualquer besteira e pronto, podia descansar). Mas ela é mais importante. Estou na segunda (e não sei se última) gravidez, e o trabalho é constante, tanto meu, quando do companheiro. Mas continuamos. Ninguém falou que ia ser moleza; mas que ia ser bom, a gente sabia. E é.


    Jun 06, 2013

    Carolina (chará!), passo pelo mesmo que vc. Tbm consegui o parto que queria e amamento até hoje, e cozinho todo dia há quase três anos por causa da alergia alimentar da minha filhota. O cansaço é enorme, rolam muitas frustrações. Mas saber que consegui me libertar do padrão ensinado à minha mãe (treinamento de sono, leite Ninho, toddynho, TV), me é de certa forma libertador.
    Te admiro pela segunda gravidez! Acho que não consigo não, rs.
    Um Abraço!


Jun 05, 2013

Muito bem escrito! Parabéns. Concordo com tudo. Abraço.


Jun 05, 2013

Daniele, adorei o texto assim como todos os outros que tu escreves, têm sido muito importante no meu processo que começou esse ano. Sou educadora, formada recentemente e sonho muito em ser mãe num futuro próximo. Obrigada por compartilhar suas reflexões e experiências! Estou vendo que cada vez mais essas informações chegam até nós, todos os mitos e costumes que descreveste eu também acreditava, há um tempo atrás a ignorância prevalecia. Nós mulheres estamos, na maioria das vezes, muito afastadas daquilo que é chamado ‘Sagrado Feminino’, nos desconectamos da nossa natureza. Essa mãe está com problemas sim, se ela não resolver seu problema consigo primeiro não se encontrará como mãe. Apoio uma delicada intervenção, sabemos o quanto deve ser delicada intervenções como essa, pois muitas mães se irritam. Vá com todo coração aberto que há de dar tudo certo!


Jun 05, 2013

Chorei ao ler seus comentários! Também não sou uma super mãe, erro, acerto, erro de novo e assim as coisas vão se ajeitando… Fiquei muito feliz por saber que minhas aflições, são as aflições de muitas mães. Parabéns pelo blog!


Jun 05, 2013

Comecei ler sem saber de quem era o texto e no final pensei: Ah, só podia ser da Dani do Balzaca mesmo!
Muito, muito bom.
E estou com a Nine, fiquei na maior vontade de tentar me aproximar da sua vizinha (rs).
E seu texto me fez pensar tanto na minha irmã mais velha, que fala de boca cheia que me acha esquisita, que ela busca sempre o jeito mais fácil de fazer as coisas, inclusive foi assim que cuidou dos filhos. Ai, ai… (suspiros)
O mais engraçado é que eu amo tentar simplificar as coisas, porém sem perda de qualidade, que simplificar definitivamente é diferente de fazer o mais fácil. Porque são dois extremos, né? Ou pecamos em fazer o mais fácil, ou nos perdemos em extremos de perfeição. E veja, não estou falando em meio termo, que nem gosto de coisa morna, mas que é possível simplificar a vida e priorizar o mais importante. E isso está bem longe de ser um caminho fácil.

Beijos!


Jun 06, 2013

Vai lá, Dani!! E leve contigo um prato de brigadeiro pra vcs dividirem enquanto desabafam. Grata pelo texto!


Jun 06, 2013

Apoio! Melhor do que ficar temendo o que se passa por lá, é oferecer ajuda! Ela pode estar num momento depressão pós parto onde ninguém entende ela e ela que se vire com seus hormônios. Só uma mãe entende outra mãe. Oferecer uma mão pode ser um refrigério na cabeça dessa mulher…


Jun 06, 2013

uma mãe é uma pessoa em transformação… e vc mandou muito bem neste texto. Obrigada! Acompanho seu blog a um tempo… mas a lucidez desta postagem me deixou emocionada. Um abraço com afeto.


Jun 06, 2013

Esse foi o primeiro texto seu q estou lendo, e posso garantir q será o ultimo.
E muito fácil agredir opções com palavras, mas difícil e entender e dar a mão pra tentar ajudar. Nao tiro a razão q o modo q a vizinha estava tratando a neném esta completamente errado, mas pra chegar a essa parte, apontar o dedo e julgar opções e só uma Mae pode fazer em uma época da vida q e tão única pra cada um!!!
O título “ser uma Mae balzaca” esta sendo compromissado com a agressividade d opiniões…


Jun 06, 2013

Eu também fiz escolhas quando as crianças eram bebês que eu não aprovo hoje em dia… tipo ter babá o tempo todo. Talvez se o tempo voltasse eu faria diferente, mas já passou e hoje eu recupero (e bastante) o tempo perdido sem meus filhos, sou o maior grude neles!!! Graças a Deus eles ainda são pequenos e só vão ter lembranças de uma mãe presente em todos os momentos de suas vidinhas!!!
AMEI seu texto!!!! Beijo


Jun 07, 2013

Não assistimos TV aqui em casa, mas minha filha vê aos montes na casa da minha mãe. Esta, que mesmo sabendo que eu discordo, deixa que ela fique lá, robotizada, veio me dizer, morrendo de rir, que Marina nao gosta da Super Nanny. Dias depois, em casa, perguntei à pequena sobre isso e a resposta veio com todos os dedinhos de uma das mãos fechados, parecendo uma flor em botão: “Mãe, ela não sabe que bebê chora? Que bebê quer a mãe? Ela separa a mãe do bebê e o bebê chora e a mãe chora! Ela quer o quê? Eu não gosto dela”. É ca-la-ro que minha psicóloga faz bico qdo digo que Marina adormece em nossa cama e depois a transferimos para a dela, desde que saiu do berço, há uns 3 anos e meio. Tem 4. Por mim, pode ficar até 40 assim.


Jun 07, 2013

Oi Dani! Ninguém é perfeito, isso é fato! Mas é nosso compromisso como mãe buscar o melhor. O melhor no momento. Se passado algum tempo tivermos mais conhecimento, mais informações, ótimo! Podemos fazer melhor e melhor. Sem tantas neuras, sem tantas comparações. A maternidade se constrói. Cada uma constrói a sua, mas como adultos temos o dever de fazer o melhor. Muito bom! Beijos, Gisa Hangai


Jun 07, 2013

Estamos aprendendo tudo a cada dia… acho mesmo que devemos procurar melhorar em tudo…mas não é fácil.
O que é certo pra gente, pode ser errado pro outro e vice-versa…
Mas acho que existe um “básico”, digamos assim…

E claro, facilidades existem, e esforços também pra se fazer o melhor. Basta escolher… talvez..

Quanto ao neném, eu morreria de dó, de medo, de nervo. Talvez o que uma colega acima falou: bater à porta para oferecer ajuda. O que não temos obrigação, é de ouvir maus tratos – seja por depressão ou não – e achar normal… e achar que isso não nos faz mal.. faz e muito…

Parabéns pela coragem das palavras… Tenho certeza que ha muito amor em todos os erros… Beijos..


Jun 08, 2013

Daniele, amei seu texto e me identifiquei muito com suas palavras!!! Tenho um blog sobre essa temática e tomei a liberdade de reproduzir o seu texto (com os devidos créditos, claro), espero que não se importe. Grande abraço!


Jun 09, 2013

[…] Em tempos de discussão ferrenha sobre a importância de poder escolher ter ou não filhos, vale a pena lembrar das responsabilidades que carrega tal escolha. Em tempos em que ter filhos muitas vezes é a escolha cômoda e acomodada ao caminho do menor esforço, Daniele Brito, do blog Balzaca Materna, escreve um lindo texto em que nos lembra que a maternidade envolve muito mais compromisso, dedicação e cuidado do que aparenta. Para o blog Infância Livre de Consumismo: você encontra o texto aqui. […]


Jun 09, 2013

Que texto lindo, parabéns! Tomei a liberdade de criar um link para ele no meu blog.

Sinto uma grande tristeza em constatar que além de toda a batalha por uma gravidez, um parto e uma maternagem mais humanos e conscientes, nos deparamos também com uma força contrária intensa, ancorada numa lógica do consumo. Até a maternidade, hoje em dia, tornou-se artigo de consumo e muita gente lida com ela como lida com todos os outros tantos produtos que é incentivada a consumir ao longo da vida. Sem pensar, sem se responsabilizar, sem crítica. Acho que isso é o que mais entristece e desanima, o fato de não apenas termos que parar para pensar e nos posicionarmos frente aos tantos jogos sociais instituídos pelas instâncias de poder vigentes como, o que acho mais complicado, termos que fazer face a uma massa de pessoas que prefere funcionar de forma alienada na vida. Tendo seus filhos que sofrem as consequências dessas escolhas. Admiro a posição generosa e compreensiva da Daniele frente a essas pessoas, como a vizinha que grita com a filha. Mas ainda que saiba que isso é fruto de uma manipulação do mercado, da mídia e tudo o mais, não posso deixar de me indignar e de pensar: e a responsabilidade dessa pessoa, até mesmo frente aquilo que ela não sabe, não quer saber, não quer pensar? Talvez por ser psicanalista, e por vício de profissão, não consigo acreditar que não saber seja desculpa para nossos atos. Penso que somos responsáveis até por aquilo que não percebemos que fazemos e o caminho difícil é justamente dar-se conta disso, tomar para si e tentar mudar algo.


Jun 12, 2013

Texto simplesmente maravilhoso…


Jun 12, 2013

Eu amei seu texto.. E concordo em todps os detalhes! Inclusive deixei minha carreira temporariamente para cuidar do meu bb de 7 meses.. N tive coragem de deixa-lo!
Com o passar dos meses aproveitei e coloquei meu sonho em pratica, abri meu prprio negocio! N eh facil conciliar os dois!! Muitas vzes trabalho na madrugada! Mas é inpagavel estar presente a cada descoberta do meu filho! N tenho baba, nem empregada, mas tenho umaridao super parceiro! Vivo hj para eles, q sao minhas prioridades, mas n esqueço de mim completamente! Minha opçao foi essa! Dou duro! Mas n faria nadaaaaaa diferente!
Bjo pra vc!


Jun 13, 2013

Parabéns pelo texto. Interessante ou preocupante o não comentário masculino ou falta de preocupação para com o exposto em seu texto. Eu e minha esposa estamos no processo de “engravidamento” e pensamos muito nisso; como vamos criar, teremos que mudar nossos hábitos, eu fui criado na base da “palmada” e ela “castigo”. Qual o melhor remédio? A melhor solução? Nosso mundo hoje é industrializado e padronizado. Tenho uma amiga que tem um filho de 5 anos e brinca com coisas que em minha época era inimaginável, Ipad para cá, Iphone para lá….. não critico nem dou crédito a isso, mas pretendo fazer diferente, mesmo que isso consuma meu pouco tempo disponível, tempo esse que farei ao máximo para expandi-lo para que passe mais tempo com minha família ……. Ninguém disse que constituir família é fácil….. mas como você mesmo disse temos que nos dedicar a isso. Parabéns.



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