outros / 13 de setembro de 2012

Carta Aberta à Redação da Revista Pais & Filhos (Brasil)

Imagem: arquivo pessoal. Proibida a reprodução sem autorização.

Foi com pesar e preocupação que lemos a matéria “É papinha, sim”, no site da Revista Pais & Filhos. Revestida de uma campanha para abolir a culpa materna, vocês colocam no ar uma campanha da papinha industrializada – que, “coincidentemente”, no Brasil, é monopólio de uma única empresa, tradicional e transnacional – e passam a matéria toda induzindo as mães a darem a seus bebês, “para se livrarem da culpa”. Claro, assim não precisa nem citar a marca, porque só tem uma e todo mundo, até quem não consome, já conhece. Mas vocês, sim, precisam informar ao leitor que isso é anúncio.

“É papinha, sim” é publicidade disfarçada de jornalismo. Daquelas em que a pauta sai pronta da agência e vai para a redação apenas para que vocês encontrem uma personagem adequada, que diga o que os anunciantes querem ouvir. Neste caso, uma personagem que não sabe cozinhar e, mesmo tendo empregada – e esta cozinha para a filha mais velha da personagem -, prefere dar papinhas industrializadas à filha. Congelados, papinhas caseiras delivery, marmita, comida da avó, da diarista e outros não são opções na matéria, sequer são citadas.

Além da matéria citada, percebemos que a Revista tratou de organizar eventos com mães e blogueiras convidadas – ou que se inscreveram pelo site – para, que surpresa, falar sobre a papinha e prrsenteá-las com unidades da marca que detém o monopólio no Brasil. Se restava alguma dúvida de que era um evento publicitário, não resta mais. O site da revista e os blogs das convidadas estão cheios de fotos de bebês comendo papinhas da patrocinadora do evento, da campanha, da matéria e, pelo visto, de toda a publicação.

Isso, além de publicidade velada, é um desserviço social. Soa como uma sabotagem para as mães que, mesmo trabalhando oito ou mais horas fora de casa e encarando jornadas duplas ou triplas com os filhos, se esforçam para dar-lhes uma comida saudável (seja preparada por ela, pelo marido, pela empregada ou mesmo por uma fornecedora). A gente se esforça tanto para criar bons hábitos alimentares nos nossos filhos e vem a maior revista sobre criação de filhos do Brasil colocar isso por água abaixo, ao dizer que tudo bem dar a papinha industrializada no dia-a-dia.

A matéria não fala de viagens, passeios longos ou imprevistos, fala de situações cotidianas, em que a mãe, por sinal, está em casa com a criança. “Não ter tempo” e “estar sem cabeça” são, cada vez mais, situações banais nas vidas das mães, que a revista explora até a última instância, para vender a ideia de que a papinha industrializada não faz mal à saúde.

O recado que é passado é: afinal, quem tem tempo “sobrando” para coisas “menores”? Se cozinhar para os filhos (e quem disse que esta é função exclusiva das mães?) é mostrada pela revista como uma tarefa menor, as mães não se sentem encorajadas a fazê-lo. Mas, com ou sem papinhas industrializadas, os bebês crescem e logo precisam comer a comida da família (desde que ela seja saudável, claro), esta também é uma recomendação pediátrica e do Ministério da Saúde que não foi citada na matéria.

A matéria reitera a todo instante que a papinha não tem conservantes e que por isso mesmo pode ser consumida sem culpa (claro, a luta contra a culpa vira desculpa para o desleixo ) e, pior, sem questionamento. Mas não cita que a quantidade de seus componentes não está clara nos rótulos, não explicam o que é e, principalmente, como isso pode afetar a saúde dos bebês. Se é para falar exatamente o que a fabricante das papinhas quer ouvir, sem questionar ou ir além, melhor não escrever uma matéria, e sim um release – e deixar isso bem claro aos receptores da mensagem.

Ora, mas se todas nós sabemos que as papinhas industrializadas são mais caras que fazer comida em casa e, não, não são a mesma coisa, além de não serem recomendadas para o consumo diário, por que vocês não se esforçam para sair da pauta pronta e mostram outras opções? Há muita coisa entre a mãe que cozinha todos os dias alimentos orgânicos para seus filhos e a mãe que dá papinha industrializada diariamente, como a citada por vocês, concordam?

Mas o jornalismo (?) anda cada vez mais preguiçoso, procurar personagens para ampliar o espectro estava fora de questão. Ou será que é a publicidade que está cada vez mais sagaz e acha que, se a coisa for colocada em forma de matéria, com legitimação de uma jornalista e uma pediatra, a coisa fica mais aceitável?

Infelizmente, para nós, mães e consumidoras, as duas premissas estão certas. A Pais & Filhos praticou um jornalismo negligente e que desinforma. E a agência de publicidade deve estar comemorando o sucesso da campanha das suas papinhas, quer dizer, das mães sem culpa. E não acabou por aí, já que a cada mês a campanha traz um novo evento com mães convidadas. Para acompanhar o recente evento sobre amamentação, uma matéria sob encomenda para recomendar também o uso da fórmula infantil. Bancos de leite sequer são citados. E, com isso, todos os esforços para uma maternidade responsável e sustentável (que a Revista diz ser um de seus pilares – quanta ironia!) se esvaem.

Jornalistas são formadores de opinião e têm – ou deveriam ter – responsabilidade social com o que publicam. Não vemos responsabilidade alguma neste texto. Ele dá o aval para que as mães ofereçam a papinha industrializada diariamente aos seus filhos, afinal, “a revista diz que não faz mal”. Não importa se a médica consultada pela revista diga que é para situações eventuais, pois o resto do texto todo diz que pode-se dar, sem culpa, sempre que estiver sem tempo ou “sem cabeça”. Ou seja, pode ser todo dia.

Por fim, lamentamos muito que esta matéria tenha saído no site da revista de parentalidade mais antiga do Brasil e gostaríamos que vocês deixassem claro para os seus leitores o que é jornalismo, o que é anúncio. Se, numa hipótese pouco provável, este anúncio não foi pago pela empresa que fabrica as papinhas e vocês o fizeram porque estão em busca de anunciantes, tanto pior. Sugerimos que façam prospecção diretamente com a agência de publicidade, não usem uma matéria para isso. Porque aqui não é questão de opinião, é questão de saúde das nossas crianças, de criação de bons hábitos alimentares, de apresentar um modelo de conduta para nossos filhos, que aprendem sempre pelo exemplo, não há outro meio.


Tags:  culpa não Pais & Filhos

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Mariana Sá




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0 Comment

Sep 13, 2012

o que eles fizeram não é jornalismo, é publicidade e deveria vir com um alerta “está é uma matéria PAGA”, a matéria pode não ter sido paga diretamente, mas está claro que foi feita em troca de anuncio na revista. tem que ser muito ingenuo pra não achar que não.


Sep 13, 2012

Tem opções saudáveis sim é só procurar, tem produtos orgânicos de boa qualidade, não é barato, mas tem mãe que por preguiça de fazer acaba buscando essa opção. Eu nunca fiz comida separada para minha filha, o pediatra dela, que era um senhor que teve seus filhos criados a moda antiga me ensinou cozinhar os legumes (cenoura, batata, chuchu, inhame) junto com o feijão e depois separa o caldo e os legumes amassava com o garfo com um pouco de arroz bem cozido e dava para minha filha. Uma papinha saudável, barata e sem qualquer trabalho extra. A verdade é uma só, ter filho é cuidar e não só fazer acho que esse é o grande problema de hoje em dia, tem gente que só quer ter….


Sep 13, 2012

Concordo plenamente com o que foi dito nesta carta! Tenho um filho e NUNCA dei esta papinha a ele, sempre fiz questão de cozinhar o que ele come. Acho um absurdo como o tema foi abordado. Conar deveria averiguar os fatos!


Sep 13, 2012

O jornalismo, principalmente o velho jornalismo de revistas e jornais impressos anda cada vez mais do que preguiçoso, anda cada vez mais descaradamente sem vergonha! E sim, o principal mote das revistas sobre maternidade é livrar mães e pais da culpa de não se dedicarem aos filhos como deveriam e vender, apenas vender.


Sep 13, 2012

Muito boa a carta!
Este tipo de “jornalismo” me envergonha e envergonha a classe, já tão difamada por aí. Que os anunciantes mandam e desmandam nas redações e decidem quanto espaço vai ter a sua matéria na edição, muita gente (pelo menos a classe jornalística) já sabe. Mas escrever uma matéria destas e não dizer que é um anúncio é jogo sujo, é acabar de vez com a credibilidade da revista, que já andava claudicante.
Não é o tipo de publicação que eu procuraria para ler sobre criação de filhos, não mesmo. E olha que este é o meu assunto preferido.
Beijos


Sep 13, 2012

A massa humana e limitada e segue como manada.E dessa falta de consiencia e opiniao que a publicidade se aproveita.
Dai, danem-se as pobres criancas.
Algumas maes ainda se acham ,pois estao pagando por algo que a PAIS E FILHOS indicou.Entao…
A quem deve ser cobrada a rsponsabilidade?


Sep 13, 2012

Qnt mimimi!


    Sep 13, 2012

    O que tem aqui nessa carta aberta são esclarecimentos necessários. E são (somos) pessoas que procuram se informar e não apenas tapar os olhos e se deixar enganar. E reclamar quando alguém fala a favor da saúde e de informação verdadeira, NÃO É MIMIMI.


    Sep 23, 2012

    Mimimi é a “Mãezinha” que dá papinha da Nestlé porque tá com preguiçinha de investir 30 minutos para alimentar seu filho com comida de verdade.


Sep 13, 2012

Quanto mimimi!!!! (2)


Sep 13, 2012

Nossa… qto exagero… ou como disse a amiga acima é muito Mimimi…
Fala sério, nenhuma mãe é idiota ao ponto de “se deixar levar” por uma reportagem, sendo ela paga ou não.
E tb não vi nada de concreto (provas) nessa carta aqui que dissesse que a papinha industrializada faça mal…
Acho uma tempestade em copo d’água!!


    Sep 13, 2012

    A papinha industrializada não fará mau a saúde se for usada para seu propósito, que é auxiliar quando viajamos com o bebê ou então em um evento onde vai passar da hora do almoço ou janta. Mas a matéria joranalística mostrou mães que fazem uso da “papinha” todos os dias deixando de variar o cardápio e deixando de criar os bons hábitos para um adulto saudável. Isso sim faz mau a saúde…uso em excesso e a falta de estímulo para a criança mastigar e etc…


    Sep 14, 2012

    É mesmo Renata??? Vc acha que as pessoas não são idiotas a esse ponto???
    Me desculpe, mas vc mesma esta sendo idiota a esse ponto quando acha que uma comida industrializada pode ser benéfica e deve ser incentivada!!!

    Mas deixa pra lá…os pais cuidadosos continuarão fazendo a tal “tempestade em copo dágua” e vc poderá continuar alimentando bem seu/s filho/s


    Sep 14, 2012

    Exagero?! Foi “exagero” denunciar o que a Nestlé fez nos anos 70 quando distribuia leite em pó nas maternidades do terceiro mundo em quantidade suficiente para desmamar os bebês e depois as mães paupérrimas (ou os governos) eram obrigados a comprar leite deles? É exagero chamar essa manobra dessa multinacional de criminosa pois a água no terceiro mundo dava diarréia nos bebês e muitos deles morreram ao tomar o leite em pó? É exagero denunciar que um veículo como a Pais e Filhos, de grande confiabilidade entre os pais, jamais poderia estar associado a uma multinacional que tem no seu histórico o uso de práticas escusas de manipulação da opinião pública e do mercado de alimentos infantis? E o pior, essa associação é velada, disfarçada de “utilidade pública”. Assim como era a distribuição de leitinho em pó para as mamãezinhas famintas do terceiro mundo. Por favor, me ajudem a ver o exagero dessa denúncia pois eu não consigui localizá-la ainda.


    Sep 14, 2012

    Se as pessoas nao fossem idiotas, nao teria este tipo de publicidade…se eles fazem é porque sabem que isso funciona e influencia , sim, nas condutas alimentares das famílias. Vc é que tem que abrir seu olho. Esta carta está maravilhosa!


    Sep 23, 2012

    Me desculpe, mas vc mesma esta sendo idiota a esse ponto quando acha que uma comida industrializada pode ser benéfica e deve ser incentivada!!!

    Mas deixa pra lá…os pais cuidadosos continuarão fazendo a tal “tempestade em copo dágua” e vc poderá continuar alimentando bem seu/s filho/s (2)


Sep 13, 2012

Industrializados deveriam ser exceção sempre. Por exemplo, prefiro papinhas a dar um mc lixo se estou na rua. Fora isso, dá trabalho ser mãe sim. E se quiser fazer direito tem que estudar, tem que cozinhar, tem que educar. Não é só colocar no mundo! E jornalismo de verdade não pode ser unilateral, deve apresentar alternativas, contrapontos, prós e contras, enfim, ajudar a pensar e não dar o aval pra pretensas mães que colocam filho no mundo não sei pra quê. É claramente um informe publicitário e deveria ser tratado como tal.


Sep 13, 2012

Nunca pensei em comprar papinha no supermercado. Qdo tinha bebê em casa, eu me descabelava para fazer alguma comidinha para ele … Em viagens, cheguei a utilizar um fogão industrial para fazer sopinhas e mingaus na panelinha( posso dizer que depois de 2 dias, tive que jogar fora a panela pois estava toda queimada e quase derretida). Qdo saía, colocava sopinha em garrafas térmicas, levava mingauzinho e frutinhas. Restaurantes, sempre encontrei um legume que desse para amassar/picar e um caldinho de feijão com arrozinho prontos. Sempre há uma lanchonete e um bar com pessoas dispostas em ajudar a esquentar ou esterilizar uma mamadeira. Já saí sem nada preparado p/ shopping e qdo percebi precisava de uma mamadeira, fui numa loja e comprei uma, pedi para moça do cafezinho esterilizar que fez o trabalho com dedicação e alegria por ajudar um bebê. Alimentar e cuidar da alimentação do meu pequeno custaram horas e muito esforços – meu , das avós, tios ou até desconhecidos. Mas hoje meu filho come de TUDO. Repete 3 vezes o lanche (saudável) da escola. Tenho certeza que foi um investimento e dessa forma ele aprendeu a comer. Cansativo é , e muito! A dica é Planejar com antecedência!


Sep 13, 2012

..Também há no mundo atual um tipo de mãe que acha que sabe tudo sobre todas as coisas da maternidade e que todas as outras têm que seguir a sua cartilha!
Criticam quem não amamentou ou amamentou “pouco”, criticam quem fez cesareana, sem nem saber que fatores levaram as outras mães a esse acontecimento
Está havendo um policiamento desmedido e neurótico a respeito da maternidade e maternagem. “Elas” ficam vigiando o que sai na TV, livros e revitas. (isso não lhes toma um precioso tempo que poderiam dedicar aos filhos tbm?)
E logo aparecem com seus dedinhos em riste
Caminho do meio, mamães…Equilíbrio
Cada um sabe escolher o que é bom pros seus próprios filhos.
Reportagens em TV e em revistas são apenas PARÂMETROS
O mundo muda, os conceitos são revistos. O que era bom na década passada, hoje não é mais e no fim o que prevalece é a escolha de cada mãe e pai, junto com recomendações pediátricas e opiniões que eles construíram lendo, assistindo, vivendo e àcima de tudo amando seus filhos
Quem parece estar com a cabeça fechada e feita de maneira radical é esse tipo de mãe que citei àcima


    Sep 13, 2012

    Será que levar comida em garrafa térmica ou pegar o feijão, arroz e um legume de um restaurante prá amassar prá um bebê é mais saudável que dar uma papinha industrializada, que é esterilizada?

    É por isso que eu insisto nessa tecla: o que é certo e o que é errado fazer por um bebê?

    Quando os meus eram bebês e eu ia a algum restaurante, levava a papinha e pedia prá fazerem a gentileza de tirar a tampinha e colocar por 40 segundos no microondas. Pegava na sacola uma colherzinha que eu trouxe de casa, colocava um fio de azeite (se fosse de boa marca ) no potinho e dava ao meu bebê, feliz da vida.

    JAMAIS dei ou daria uma comida de restaurante e nem usaria o talher deles (lavado às pressas)! E estou falando de restaurante decente. Não chiquérrimo, mas decente


      Sep 21, 2012

      Importante é saber escolher os locais onde comemos. Se a comida não é segura para os pequenos, é segura para os bebês?


    Sep 13, 2012

    Será que essa “crítica” dessas mães desocupadas não seria contra os meios de comunicação e principalmente profissionais de saúde que tem a obrigação de orientar corretamente a pessoas? Por exemplo, a amamentação ou parto cesário, pq esses meios não mostram a informação correta para que as mães saibam realmente como fazer para não se sentirem culpadas e apontadas? Pq se tem tanta informação pela metade ou errada sobre isso? E pq dizer amém pra tudo que se lê e se ouve de tais especialistas que, em vez de orientar corretamente, faz o mínimo pra ganhar seu dinheiro e ir logo pra casa? Será que essas mães fazem bem em ir atrás do “melhor” para seus filhos ou deveriam aceitar de olhos fechados tudo o que alguma empresa de laticínios e alimentos “diz” ser o melhor para o filho alheio?????


      Sep 21, 2012

      Esta é a essência do debate: questionar aqueles que detêm o poder econômico e, portanto, podem “informar” como quiserem. Estimular um olhar crítico. Não culpar quem dá ou já deu papinha industrializada. Eu é que não atiro a primeira pedra, já usei, sim – numa época em que meu olhar era bem menos crítico. E foi necessário que alguém me abrisse os olhos para que eu decidisse me informar mais.


    Sep 13, 2012

    Eu comi papinha dessa marca diariamente, não pq minha mãe fosse preguiçosa, mas pq EU não comia nada até me darem a tal papinha e esta é melhor que nada. Quando parei de comer papinha, comia só arroz e minha mãe fazia de tudo em todos os sentidos… cozinhava em casa, disfarçava os legumes, picava de todos os tamanhos, misturava no arroz, cozinhava o arroz no caldo dos legumes e nada adiantou, assim como eu não tive qualquer problema por isso. A primeira vez q eu algum problema foi esse ano, grávida aos 24 anos. Ninguém vai morrer por comer besteiras, exceto crianças que precisem de alimentação especial. Eu qro q minha filha coma de tudo pq sei o qto é difícil não gostar de muitas coisas, mas algumas coisas estão além do nosso querer e do julgamento dos outros


    Sep 14, 2012

    Nossa! Vc disse tudo o que eu penso! Tenho uma amiga que teve filho recentemente e sempre foi maravilhosa, mas depois da maternidade, ela ficou totalmente neurótica e critica tudo e todos. É preciso respeitar as escolhas dos outros, ainda mais quando se desconhece os motivos.


      Sep 14, 2012

      Tem coisas inacreditáveis que a gente escuta…. ou lê…vcs nao tem vergonha de defender a comida industrializada em detrimento de uma comida saudável??? rélou!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!


      Sep 21, 2012

      Engraçado… A mãe que se esforça como pode e não pode para dar o melhor para seus filhos (e ninguém em sã consciência pode dizer que uma comida caseira, de preferência feita com orgânicos, seja igual a dar papinha de potinho, né?) é neurótica. A velha tática de diminuir a credibilidade do outro lado para parecer dono da verdade…


    Sep 20, 2012

    Parabéns, bem escrito e resumido o que anda acontecendo no mundo da maternidade hoje em dia.


    Sep 23, 2012

    Não acho que senso crítico seja policiamento, ver uma matéria em uma revista, e expor uma opinião embasada em bons argumentos me parece uma coisa natural e desejável. O que esperar de uma mãe que atende, pacificamente, todas as indicações dos profissionais de saúde como se hoje ainda vivêssemos sem acesso a informação?
    Na carta não vi críticas a quem não amamentou ou fez cesariana, mas sim restrições a falta de empenho da reportagem em abordar os 2 lados do tema. Independente de oferecer ou não papinha industrializada, o problema foco é o desserviço e a proliferação de informação equivocadas e sem embasamento científico.
    Na reportagem foi citado algum trabalho publicado em revista científica? Afirmar que um produto industrializado indicado para bebês é inócuo sem estar baseado em um mísero dado científico é irresponsabilidade! E se isto é estampado em um veículo informativo de circulação nacional tudo fica pior. Onde estão as análises nutricionais, químicas, toxicológicas que certificam tal afirmativa? Onde está o compromisso do jornalista com o embasamento para a matéria? “O tipo de mãe que acha que sabe tudo sobre todas as coisas da maternidade” só defende clareza e informação legítima. A defesa da boa alimentação é fortemente baseada em fatos, em ciência e (por que não) em amor? Agora para amar é necessário descartar o bom senso e o esforço por fazer o melhor? Será mesmo que o amor incondicional pelos nossos filhos realmente nos absorve de todo desleixo?
    Enquanto certas mães continuam lutando contra quem busca e compartilha da informação legítima, a desinformação se prolifera nos meios de comunicação e nos centro de saúde.


Sep 13, 2012

E hoje em dia existem outras marcar de papinha industrializada no mercado sim…. e, sem querer defender nada nem ninguém, mas essa marca a que você dá a entender já salvou a vida de muita mãe, salvou sim!


    Sep 13, 2012

    Tadinha dessas mães (perceba que a preocupação é com a vida das mãe e não dos bebês), talvez pq o dotô pediatra falou pra elas que elas não tinham leite suficiente pro bebê em vez de orientar a produção de leite materno corretamente e incentivando o aleitamento materno exclusivo né? Que dó…se não fosse o complemento hem?


      Sep 14, 2012

      Sem a Nestlé, estaríamos extintos? kkkkk


    Sep 14, 2012

    Te desafio a entrar em 10 supermercados comuns e me dizer qual a única marca de papinhas disponível.


Sep 13, 2012

Muito boa! Estive na discussão do Facebook sobre a matéria das papinhas e da amamentação e percebi que a MAIORIA das mães se sentiu “acalentada” pela campanha “Culpa, não!”. A partir do momento em que a mãe toma atitudes baseadas em informações reais, seguindo seus instintos ela não sente culpa! Agora, as mãezinhas que se auto-intitulam “menos mãe” sentem e precisam que uma revista que, para mim, perdeu completamente a credibilidade, passe a mão em suas cabeças e lhes diga como “maternar” seus filhos. MIMIMI é para quem curte ser levado na onda da massa e não questiona nada. Afinal, pra que questionar algo no Brasil, onde quem manda não é o povo e sim o dinheiro!


Sep 13, 2012

Marília, o que vc quis dizer em ‘salvou a vida de muita mãe? Tem um efeito curativo?


    Sep 14, 2012

    Não sou Marília, mas li a postagem e entendi que ela fez referência a, por exemplo um bebê cuja mãe morreu no parto. Se não fossem os leites específicos e balanceadas para um humano recém nascido, eles tomariam leite ordenhado de uma vaca ou cabra – o que, em termos de recém nascido, pode-se dizer que é bom APENAS para o bezerro o cabrito, concorda?
    Portanto, se abrirmos um pouquinho nossos olhos, podemos encontrar situações em que as coisas industrializadas salvam uma vida e apreciar o fato de estarmos no século XXI e eles existirem…


      Sep 14, 2012

      Mas ninguém está falando que é proibido usar os industrializados…O problema aqui é a insistência de fazer uso imoderado e em excesso pra situações em que não são necessários. Não venha com histórinhas dramáticas pra defender sua posição.


        Sep 15, 2012

        Dramática?
        Dramática é chamar o pediatra de dotô aqui, onde todo mundo tem um nível de esclarecimento
        Dramática é comparar algo feito nos anos 70, quando não havia globalização (inclusive de acesso a informações), com hoje em dia.
        Dramática é resumir uma colocação sobre o quanto os produtos existentes no mercado ajudam em algumas situações , com um ” sem a nestlé estaríamos extintos??? kkkkkk”
        Não tem jeito: quem patrulha se acha dona da verdade e tenta (eu disse ten-ta) “embobecer” as questões colocadas por quem discorda.
        * Nem venho mais aqui, pois acabará se tornando uma questão pessoal e paralela, quando o que pretendi foi falar sobre um certo exagero que vi na carta, chegando a usar o termo delsleixo.
        ** Só prá deixar bem imparcial minha opinião, informo aos navegante que: amamentei todos os meus filhos em média por dois anos e meio, sendo 06 meses exclusivos no seio, contra um bando de avós e tias que queriam enfiar chazinho e chupeta e outras cositas de qualquer maneira. Fiz as comidinhas deles (parei de trabalhar p/ acompanhar a infancia deles), dei papinha sim eventualmente e, enfim, sempre agi de acordo com o MEU instinto materno, sem parentes mais velhos com conceitos velhos, sem mídia.
        E tenho plano de saúde. Sempre os acompanhei com médico pediatra [(não dotô :)]. E nunca gostei de ser chamada de mãe ou mãezinha…cortava logo
        FUI


          Sep 17, 2012

          Puxa parabéns, vc é uma super mãe!! Obrigada por esclarecer toda a sua maternidade, apesar de não ter sido questionada!! Mas me parece que a sua preocupação com essa carta é maior do que o patrulhamento que vc diz que existe!! Seus esforços de replicar cada comentário me soa um pouco de patrulhamento tbm, não acha? Tenha uma boa maternidade super mãe!


          Feb 17, 2013

          Bom pra vc poder ter parado de trabalhar. Pense que essa n é a realidade de todo brasileiro. Bebês n são monopolio de maes classe alta como vc.


Sep 13, 2012

Consumo muito moderadamente uma marca de papinha orgânica..mas nem esta foi citada, certo?


    Sep 14, 2012

    O problema não é consumir moderadamente papinhas prontas, se forem orgânicas, melhor ainda. O problema é uma publicidade disfarçada de matéria em que induz muitas mães a acreditarem que não há problemas em utilizar diariamente e frequentemente esse tipo de alimento, porque está “sem cabeça”.


Sep 14, 2012

Não entendo tanta revolta! Acho que cada um tem o livre arbítrio. Se quer dar papinha industrializada, isso é individual. Eu prefiro a papinha que eu mesma preparo com amor e carinho, mas se uma outra mãe prefere dar a industrializada, ela não pode ser considerada inferior a mim. É preciso haver bom senso, cada macaco no seu galho. Estou cansada de ver preconceito de muitas mães que julgam ser melhor que a outra, porque faz assim e assado. Vivemos em um país livre. Cada um faz do jeito que quiser.


    Sep 14, 2012

    Deve ficar claro que a critica não é voltada às mães e sim a uma revista que, deliberadamente, produz uma matéria favorecendo uma marca e que transmite uma mensagem enganosa às mães.


      Sep 14, 2012

      Infelizmente não é que se dá a entender. A crítica contra AS MÃES é clara e evidente! Apoio tudo que for saudável, mas não apoio o preconceito.


        Sep 14, 2012

        Manny, eu li essa carta várias vezes e, confesso, não vi nela uma crítica às mães. Gostaria muito que você indicasse para mim onde estão essas críticas.

        A crítica que eu vejo aqui é à parcialidade com que o assunto foi tratado por um meio de comunicação de grande alcance.

        Para que nós possamos fazer escolhas, precisamos de informações e conhecer as outras opções. Certamente há outras maneiras de se driblar os dias em que estamos com pressa ou “sem cabeça” para cozinhar.

        Não atiro a primeira pedra porque também já dei papinha. Mas eu SEI que não estava certo. Tanto que corri atrás e encontrei outras formas práticas de alimentar minhas filhas.

        Mais uma vez, a crítica é à matéria que deseduca, não a quem dá ou já deu papinha.


          Sep 17, 2012

          Essa tal crítica às mães que a Manny cita creio que veio de algumas mães aqui nos comentários que se doeram por dentro pensando estarem sendo patrulhadas!!! Não confundam pessoal!


Sep 14, 2012

Esse patrulhamento já está enchendo o saco!!!!

Acho que as zelosas mães que se indignaram com a reportagem da Pais & Filhos deveriam se preocupar com quem nem pode sonhar com uma papinha, seja orgânica ou industrializada: crianças abandonadas e que não tem nada para comer.

E outra> revistas vivem de publicidade, sabiam?

E mais outra> mães e pais não são seres idiotas que vão sair fazendo tudo o que a revista disse. A não ser que VOCÊS sejam assim e fiquem com medo de inadvertidamente, comprarem um potinho de tamanho veneno no mercado.

E mais outra outra, pra finalizar> podem me mandar a de frutas tropicais? Minha filha ama!


    Sep 14, 2012

    Porque chama de patrulhamento uma denúncia à uma óbvia campanha publicitária disfarçada de matéria?


      Sep 14, 2012

      “Por que estudam tanto um remédio para a AIDS, com tanta gente morrendo de malária?”

      “Por que discutir direitos humanos quando tanta gente não tem casa pra morar?”

      “Por que dar dinheiro para as universidades se o ensino básico agoniza?”

      “Para que levar cultura às crianças pobres quando nem comida elas tem na mesa?”

      Esse tipo de argumentação é pobre, pois invalida todo e qualquer questionamento. Sempre haverá no mundo algo mais “urgente”, mais “importante”. Se a base da discussão for essa, não vale a pena nem começá-la.

      Ainda bem que o mundo é diversificado. Tem gente se preocupando com a fome, assim como tem gente se preocupando com o HIV, outros dão de comer aos animais, lutam pelo direito das minorias e outros discutem o consumismo infantil e a publicidade velada nos veículos de comunicação.


        Sep 14, 2012

        revistas vivem de publicidade, sabiam? podem falar qualquer asneira, sabiam? OMG


Sep 14, 2012

Extremamente oportuna essa carta aberta. Aliás, a “campanha” da revista em si, traz em toda ela um viés agressivamente comercial e pior, que minimiza a importância da amamentação. Contatar isso não é ser paranoica, é ter o mínimo de compreensão textual e inteligência linguística. Se a mãe decidiu não amamentar ou dar papinhas industrializadas é sem dúvida uma decisão pessoal. Mas instaurar uma propaganda massiva, desconsiderando EVIDÊNCIAS CIENTÍFICAS e recomendações até da OMS é irresponsabilidade!


Sep 14, 2012

A questão não é fazer mimimi.. A desinformação é quase um crime. Se não engana ninguém não vem ao caso. Quando uma coisa esta errada, ela simlesmente está. A reportagem foi leviana e pronto. Se o assunto fosse outro a opinião das pessoas mudaria. Se é um professor falando de educação e alguma revista defendendo sistemas educacionais desleixados porque ser mão é trabalhoso e não dá tempo de acompanhar. Ele iria ficar irritado e criticar a revista. Então não tem muito o que discutir. A posição da revista esta errada e pronto. Se alguma mãe vai dar uma papinha de vez em quando ótimo tudo bem. Se um dia ela não pode estar present na escola do filho o tempo inteiro, tudo bem também. Mas não dá pra falar que isso é certo e pode fazer todo dia: “fique tranquila mamãe, papinha é ótima para seus filhos!”

Alguém aí falou que as mães não são enganada. Acho que se de um país com milhões de mães como o Brasil se apenas UMA delas cair na conversa o crime de irresponsabilidade da revista é igual se conseguisse enganar todas.


Sep 14, 2012

Para quem acha que papinha pronta não faz mal:

Mais algumas razões para deixar as papinhas Nestlé nas prateleiras dos supermercados e o que os comerciais não falam:

Bisphenol A (BPA): Esse componente encontrado em plásticos e que causa alterações endócrinas e câncer, também é usado no lacre das tampas dos potinhos de papinha infantil, incrível não?

Espessantes: As papinhas prontas são compostas em quase 50% por água e espessantes, que são farinhas ou outro carboidrato natural (carragena, goma guar, arábica, xantana e jataí) que serve para dar maior consistência e também servem como estabilizantes. Apesar de teoricamente não fazer mal ao seu bebê – lembre-se das sabias palavras do Dr. Greene – o valor da papinha pronta é 50% inferior a mesma quantidade do mesmo alimento integral.

Ácido cítrico: O principal preservativo encontrado em papinhas parece inofensivo, já que e um dos principais componentes de um limão. No entanto, o acido cítrico também é usado na formulação de produtos desengordurastes como detergentes e outros diversos limpadores devido a sua ação abrasiva. Um estudo alemão recente associa o ácido cítrico a irritações estomacais e maior incidência de cáries em crianças e adolescentes já que seria um dos principais responsáveis pela corrosão do esmalte dos dentes. O ácido cítrico é indiscriminadamente adicionado a todo tipo de balas, refrigerantes, sucos artificiais, molhos entre outros produtos alimentícios com alto apelo infantil. Quer dizer, não precisa introduzir um bebezinho a isso nas primeiras refeições de sua vida.

Diversidade: É só ler os rótulos das papinhas Nestlé para ver que todos os potinhos contêm pequenas variações da mesma coisa. Um bebê precisa de cores, texturas e nutrição verdadeira, só assim ele vai ser uma criança saudável.

Higiene: Já ouvi o argumento de que as papinhas processadas são mais higiênicas, hahaha, por quê? Feitas por grandes máquinas que são diariamente lavadas com produtos químicos que deixam resíduos (o caso do toddynho com soda cáustica). Onde uma maça podre com certeza pode escapar ao crivo de seleção. Ah, o amor é um ingrediente indispensável em qualquer prato, principalmente no de uma criança.

Custo: Ainda bem que no Brasil, 120 gramas de papinha Nestlé é mais cara do que 120 gramas de qualquer fruta, verdura ou legume fresco.

Retirado deste blog: http://mhcmc.blogspot.com.br/2012/01/papinha-caseira-x-papinha-nestle.html


Sep 14, 2012

Como foi dito, pior que papinha é não ter o que comer, por absoluta pobreza.
Engajamento é isso: discutir o problema real, com foco.

É preciso tbm lembar que os leitores dessa revista e os pais que podem comprar papinha são esclarecidos o bastante e sabem o que os deixa culpados e o que os exime de culpa.

Foi até ironizado o modo de se dirigir ao pediátra como “dotô pediatra”

Quem precisa de esclarecimentos nutricionais e comportamentais frequenta ONG’s. Não lê a Pais & Filhos, muito menos compra papinha! E sabe, entende que revistas vivem de publicidade (como tbm já foi citado), não abaixando a cabeça como vaquinhas de presépio a multinacional nenhuma, nem a veículos de comunicação.
Esses têm a opção de escolher o que fazer por seus filhos, sendo certo para os outros ou não
Foco, gente
Esse discurso é prá ser feito junto a comunidades carentes.
Unam-se, criem uma ONG honesta e vão “ensinar a ser mãe” (traduzindo com o meu olhar mais generoso que isso, pq ninguém ensina ninguém a ser mãe): vão esclarecer, oferecer alternativas nutricionais e etc.

“Não ao policiamento e SIM ao real engajamento!”


    Sep 14, 2012

    Sebastiana, é isso mesmo! Não podemos ser vaquinhas de presépio e abaixar a cabeça pra veículos de comunicação e multinacionais. Por isso parabenizo os autores da carta, que saíram da sua zona de conforto e chamaram nossa atenção para uma atitude no mínimo suspeita de um grande veículo de comunicação. Graças a eles, estamos aqui, podendo trocar ideias e questionamentos.

    Parabéns pelo foco e pelo engajamento, pessoal!


      Sep 14, 2012

      Aí é que está a questão, Lúcia
      Para quem é leitor da revista e consome eventualmente ou diariamente a papinha, NÃO HÁ nada suspeito!
      Está claro que é uma matéria direcionada a um consumo de uma marca.
      AQUI, esse discurso tem um tom de MIMIMI e patrulhamento sim


        Sep 14, 2012

        Mas esse direcionamento só está sendo discutido porque eles tiveram a coragem de expô-lo. Não é fácil fazer isso. Mais fácil deixar pra lá, concorda?


          Sep 15, 2012

          Quer saber?
          Concordo…estou daixando prá tbm essa discussão de ego
          Boa sorte


        Sep 17, 2012

        Dona Sebastiana, me intriga sua preocupação em ganhar essa discussão de qualquer maneira…


          Sep 18, 2012

          Dona Giovana, não estou preocupada em ganhar ESSA discussão de qualquer maneira
          Só apresentei um ponto de vista que achei que devia ressaltar: o tom de patrulhamento e de posse sobre a verdade
          A prova disso é que a “provável patrulhadora-mór” se incomodou e esta sim, vem replicando as minhas postagens.
          É só procurar e ver dona Giovana replicando tudo
          Basta ter olhos de ver…irritou-se profundamente quando deixei clara minha imparcialidade e se incomodou, me chamando de super mãe.
          A sra. realmente acha que vim aqui, virtualmente, auto afirmar-me pra outras pessoas virtuais, que nem sei quem são??
          Me poupe !
          E me incomodou tbm o fato de a sra. ser mais efusiva nos ataques, qdo anunciei que ia me retirar da discussão
          Acontece, que eu tenho o costume de pensar com minha cabeça, me abastecendo de informações aqui e ali, mas a conclusão e a responsabilidade por isso será sempre minha
          Até porque, já que estão lembrando acontecimentos passados para embasar argumentos, não posso furtar-me de lembrar-lhes que um cara chamado Jim Jones há algumas décadas, convenceu cerca de 900 pessoas* a se suicidarem
          *A propósito, ele convenceu cerca de 300 pessoas adultas a se suicidarem e MATAREM seus filhos, pq cerca 600 dessas pessoas eram crianças. E criança não se convence ao suicídio.

          Respondi sua pergunta intrigante ou cheguei com mais uma história dramática para argumentar?
          **Cuidado com o patrulhamento e com esse povo que acha que sabe tudo, mães
          Fui


Sep 14, 2012

Concordo plenamente! parabéns pessoal!!!


Sep 14, 2012

Parabéns pela carta…tem que meter o pau nesta gente mesmo que acha que pode fazer o que quiser em nome de manter a revista com publicidade. Não pode não…tem que haver responsabilidade e seriedade!


Sep 14, 2012

Outra coisa:

Sobre o que é dito em rótulos ou não, somos reféns em muitas situações.
Há pouco tempo, um agricultor que cultiva orgânicos, me afirmou que, “sendo bem honesto”, não iria me dizer que aquilo é 100% orgânico. Que prá o cultivo vingar, é imposssível utilizar ZERO de agrotóxicos
Segundo ele, pode-se, sim, usar o mínimo possível e os menos ofensivos possível, mas tem que ser usado
Não sei se isso procede, uma vez que nunca fiz cursos nem cultivo nada em média ou larga escala para vender.
Mas o que apreendi dessa conversa foi que a gente tem sempre que usar o bom senso para escolher o que é melhor para nossa família e nossos filhos
Isso, repito, quando temos a graça e a possibilidade de escolha


    Sep 17, 2012

    Sebastiana… Sobre essa questão do agrotoxicos, eu estudo essa area e posso te afirmar que é possivel cultivar com zero agrotoxicos..E ja vi isso acontecer em diversos lugares..
    Aih que entra o pq de discutir o jornalismo da propaganda: essa crença de que é necessaria a utilização de insumos industriais para o cultivo veio daí tb, de empresas que se infiltraram nos meios de comunicação, há muito tempo atrás.Daí, hoje em dia, os agricultores , que, assim como os pais nao sao bobos e nao vao abaixar a cabeça pra qualquer revistinha, acabam adotando e pensando que o que a revista fala é verdade, eh meio que uma lavagem cerebral lenta e gradual que dá muito certo. Daí a pessoa acha que nao dá por exepriencia propria, quando na verdade foi por anos e anos de jornalismo incorreto. Uma das maiores lutas na questao do cultivo agroecologico é essa, voltarmos a nao utilizar insumos e “venenos”, mostrando que é possivel e tao rentavel quanto. Habitos fazem falsas necessidades : )


      Sep 18, 2012

      Poxa, como eu havia dito, não tinha certeza se a afirmação do produtor sobre ter que usar agrotóxicos procede.
      Que bom saber que é possível que os orgânicos sejam 100%
      Pena que ainda sejam tão mais caros e que ainda não seja tão disseminado no Brasil. Ainda estamos engatinhando e só encontramos feirinhas orgânicas nas “muito” grandes cidades
      Obrigada. Aprendi mais um pouco sobre os orgânicos


Sep 16, 2012

Acho que a questão é: alguém já experimentou essas papinhas? Se já, então não é preciso falar mais nada. Um dia comprei uma para o meu bebê e, depois de experimentar, não tive coragem de dar para ele comer.


    Sep 17, 2012

    Tbm penso como vc, as papinhas não tem gosto, todas elas tem o mesmo cheiro forte…infelizmente é esse o preço que pagamos ao decidir pela papinha industrializada…Falta de diversificar a alimentação das crianças, sem criar os bons hábitos de alimentação saudável, e falta de ensinar as texturas e cores diferentes dos alimentos…Só tem a perder….


Sep 17, 2012

Sou pai, não mãe. Vou cometer a ousadia ( pra mães ) de entrar nesta “discussão feminina”, sem, contudo, a ferocidade feminina que está dominando o assunto. Vamos fazer uma observação fundamental. A carta que deu início ao bate-boca NÃO ATACA as mães que usam papinha, seja com a frequência que for. Apenas alerta para que uma revista que é lida e levada à sério basicamente por uma parcela da população com dificuldade de acesso à infomação mais qualificada, esta revista, repito, NÃO PODE publicar material obviamente publicitário como se fosseditorial. Claro que revistas vivem de publidade, mas precisa estar identificada como tal. De resto, as duas últimas cartas aí em cima, da Sebastiana e da Erica, definem bem o fulcro da questão dos alimentos em geral e das papinhas em particular. O resto, sim, não passa de mimimi de mães culpadas por relevar seus filhos a cuidados de terceira categoria.


Sep 17, 2012

Sou pai, não mãe. Vou cometer a ousadia ( pra mães ) de entrar nesta “discussão feminina”, sem, contudo, a ferocidade feminina que está dominando o assunto. Vamos fazer uma observação fundamental. A carta que deu início ao bate-boca NÃO ATACA as mães que usam papinha, seja com a frequência que for. Apenas alerta para que uma revista que é lida e levada à sério basicamente por uma parcela da população com dificuldade de acesso à infomação mais qualificada, esta revista, repito, NÃO PODE publicar material obviamente publicitário como se fosseditorial. Claro que revistas vivem de publidade, mas precisa estar identificada como tal. De resto, as duas últimas cartas aí em cima, da Sebastiana e da Erica, definem bem o fulcro da questão dos alimentos em geral e das papinhas em particular. O resto, sim, não passa de mimimi de mães culpadas por relevar seus filhos a cuidados de terceira categoria. Pobres crianças…


Sep 17, 2012

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Sep 17, 2012

Bom, eu não vi a reportagem na revista, mas vou deixar minhas considerações:

1 – Não sou uma pessoa radical e acho que nenhum tipo de radicalismo é benéfico.

2 – Já dei as papinhas para meu filho, mas graças a deus ele não gostou! Também, por Deus, como são horrorosas! As doces são até que gostosinhas, e ele comeu por um certo tempo, já que não aceitava as frutas….mas as salgadas, eu tinha nojo de colocar na minha boca!

3 – Sim, propaganda disfarçada é crime. As revistas vivem de propagandas, mas não sinalizar que se trata de uma não está correto. Se a “reportagem” fosse sobre todos os tipos de alimentos que facilitam nossas vidas, é uma coisa, agora, se só falou daquela tal marca, na boa, né, gente!

4 – Sim, existem outras opções de comidas rápidas. Já existem várias marcas de papinhas e comidinhas congeladas, por exemplo. E tb já vi umas papinhas de frutas orgânicas no supermercado.

5 – O fato de pessoas passaram fome, sede, frio, etc, não tira o direito de podermos discutir sobre outros assuntos. Imaginem se todo mundo só discutisse sobre isso?

6 – Concordo com a Carta, no sentido de que entre papinhas industrializadas e comidinha feita em casa todos os dias existe uma variedade enorme de outras opções.

7 – Comida orgânica é mais cara e nem todo mundo tem dinheiro, sem contar que nem sempre é fácil de se encontrar. Mas quem disse que essas papinhas industrializadas são baratas? Eu não tenho problemas financeiros, mas eu acho caras sim!

8 – Essa discussão sobre a verdura ser orgânica, a tampinha do potinho ter sei lá o que….sinceramente, eu acho que tem limites. Se formos pensar e parar de usar e fazer tudo que eventualmente pode causar um certo mal, vamos ficar neuróticas! Acho que o respeito e o bom senso deveriam prevalecer nesses casos.

9 – Sim, tem mãe que é influenciada por essas revistas. Esse papo de que se só a pessoa for idiota pra não saber diferenciar, não existe.E sim, tem mãe que tem condições de dar uma boa alimentação para os filhos, mas só dá porcaria porque tem preguiça.

10 – Sinceramente, eu adoraria que existisse uma papinha no supermercado que fosse super saudável e gostosa e com o preço que realmente vale e é óbvio que isso facilitaria minha vida. Porque é fato que nem todos os dias estamos com saco para cozinhar.

Mas por enquanto, não acho que isso seja uma realidade e também não acho que essa carta tenha ofendido as mães.

O pediatra do meu filho um profissional que eu confio, sempre deixou claro que essas papinhas deveriam ser consumidas com moderação, em casos de viagem ou da impossibilidade de fazer algo melhor.

Acho que esse tipo de coisa, como comer chocolate com moderação, nunca matou e nunca vai matar ninguém, mas propaganda com cara de reportagem, isso não dá pra engolir!


Sep 17, 2012

Devo dizer que também não gostei nem um pouco dessa matéria quando a recebi em meu e-mail, já que sou assinante do tal site. Também nem me dei ao trabalho de ler inteira pois achei absurdo!
Devo confessar que já caí na besteira de usar essas papinhas com uma certa frequência durante algumas semanas, mas minha consciência e minha vergonha, felizmente, pesaram mais do que meu cansaço.
Hoje em dia não compro nem para emergências nem viagens mais.
Além disso, minha mãe é farmacêutica e garantiu que o método de envase e vedação da papinha acabam com todas as vitaminas, ou seja, não é nem um pouco saudável esse tipo de papinha.
Engraçado que quando a Ana Maria Braga fazia propaganda dessas papinhas ela sempre cozinhava algum vegetal para misturar a ela. É no mínimo estranho (para não xingar) que agora eles digam que a dita cuja pode ser dada todos os dias de forma saudável!!!
Gente, vamos combinar, se não tem tempo para fazer a papinha todos os dias, basta um dia cozinha e congelar vários vegetais diferentes e depois na correria só descongelar eles e fazer a papinha. Hoje em dia me organizei e eu e meu marido cozinhamos quase tudo na hora mesmo, mas pelo menos um vegetal é feito na hora.


Sep 17, 2012

Olá, meninas,

Nunca dei papinha industrializada para meus filhos, seguia as dicas do pediatra e fazia a própria papinha. Não me arrependo nem um pouco disso!

PS: Adoei a dica de uma mãe de cozinhas os legumes no feijão…


Sep 17, 2012

Pss: Adorei a dica de uma mãe de cozinhar os legumes no feijão…


Sep 17, 2012

A maior parte dos comentários está perdendo do ponto completamente. A questão não é se a papinha é boa ou não. É o texto da revista ser propaganda disfarçada. Devia no mínimo ter o aviso de “publieditorial”.


Sep 18, 2012

Amei a discussão. O texto então, nem se fala, ultracoerente. O principal mesmo foi ter levantado a discussão e podermos ver tantas opiniões, divergentes ou não. Sei que há “mães com dedo em riste” no mundo virtual tanto quanto no real, pode incluir minha mãe, minhã avó e todas as mulheres da geração delas que eu conheço…mas não vi isso nesta postagem. Acho que tem que ser assim mesmo: quer dar suco de caixinha? Dê! Só não finja que não sabe o que está dando/tomando. Quer dar papinha que tem validade de 1 ano sem questionar pq o tomate da sua geladeira não dura uma semana? DÊ! Mas ALGUÉM precisa fazer o serviço que ESTE site está fazendo, que é mostrar os interesses por trás das “matérias” e mesmo propagandas veiculadas. O pior de tudo é a desinformação. Gente adulta tá aí pra fazer escolhas, mas estas só podem ser verdadeiras se temos opções (#básico).


    Sep 18, 2012

    Obrigada…
    Vc parece que entendeu o ponto de vista que “martelei” aqui e traduziu em outras palavras.
    É isso aí. Toda discussão é boa e saudável, quando todos os pontos de vista são respeitados
    Por isso eu parei de postar: p/ não estragar as coisas boas que estão sendo discutidas
    Mas fui quase obrigada a postar hoje…
    Parabéns


Sep 18, 2012

Concordo com a Alessandra. Embora o texto fale das papinhas, o foco dele é o fato de não estar marcada como publieditorial.

Se a Nestlé está patrocinando esse primeiro tema da Campanha “Culpa, Não” e o acordo feito com a revista é de que esse texto seria sobre as papinhas deles, isso deveria estar MUITO CLARO e bem sinalizado para os leitores.

E se você gosta ou não gosta da papinha deles, pode até ser discutido, mas não é o foco da Carta.


Sep 19, 2012

Apoiado e divulgado!! Enganação, não!!

http://www.maeparamaes.com/2012/09/somos-enganadas.html

Jamile
Mãe para Mães
http://www.maeparamaes.com


    Sep 22, 2012

    Adorei, Jamile! Parabéns. A charge da passagem é impagável.


Sep 19, 2012

Atenção:
A revista destinatária desta carta aberta é a Pais&Filhos brasileira. Sou jornalista na Pais&Filhos portuguesa e não me revejo no que está escrito. Infelizmente, houve quem partilhasse esta carta aberta na página de Facebook da Pais&Filhos portuguesa – com link para a nossa revista, a portuguesa. Gostaria que os responsáveis pela carta aberta, nomeadamente a Infância Livre de Consumismo, fizesse a respetiva retificação. Obrigada. Elsa Páscoa


Sep 20, 2012

Mais impressionante de ler são os comentários (até isso) preguiçosos. Falar de mimimi é, como diz o texto ” a luta contra a culpa vira desculpa para o desleixo “.
Preguiça de cortar uma cenoura e descascar uma batata, preguiça de pensar.
Somos a sociedade das superficialidades e artificialidades. Tem gente que prefere dar papinha em frente à Tv. Cada um com suas opções. Mas que sejam conscientes – porque de falta de informação nós não sofremos. A diferença é que informação não traz conhecimento ….


Sep 30, 2012

Estou fascinada com a página. Fui mãe aos 18 anos, meus filhos têm 21 e 18 anos, e eu sempre evitei este tipo de alimentação (só em viagens). E hoje, a gente tem a internet, com páginas para conscientizar, fazer pensar, trocar experiências! Parabéns!


Jul 20, 2013

Realmente esse texto disse tudo. Já precisei dar papinha industrializada para meu filho, toda vez me dava uma dor no peito pois sei que não é a melhor opção. Tanto que apesar dele ter 9 meses, e ter que comer somente em situações muito precisas, ele chegou a viciar na papinha, e olha q comeu poucas vezes! e em períodos bem distantes, uma vez fazendo compras passamos pelo corredor das “benditas” e ele ficou louco só de ver! tanto q os potinhos q tinha guardados vazio eu aproveitava para fazer a papinha de casa e colocar dentro para enganá-lo, assim ele comia numa boa. Hoje procuro fazer sempre as papinhas dele, procuro sempre sair em horários que não interfiram nas principais refeições(almoço e janta), até porque no lanche levar uma frutinha na bolsa é moleza. E mais, se os pais se dedicam para oferecer o melhor para o filho não tem porque ter culpa!



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