outros / 20 de setembro de 2013

Reflexões de um pai sobre a influência da mídia

Texto de R.M.*

“Eu quero aquele lanche feliz… tem um brinquedinho”. Aposto que muitos pais, como eu, também já ouviram essa frase ou algo similar de seus filhos na hora de escolher o que comer em alguma praça de alimentação pelo Brasil. Esse exemplo é manjado, mas tomei-o como medida para refletirmos sobre um assunto específico: que tipo de influência os meios de informação (mídia, propaganda etc.) têm na educação das crianças brasileiras e que tipo de concepção nos faz simplesmente aceitar que nossas crianças sejam submetidas a qualquer tipo de informação, sem controle, sem um discernimento claro do que pode ou o que não pode? Liberdade de expressão? Esse não pode ser um conceito válido nesses casos, pois não pode existir liberdade de expressão quando o objetivo da informação não é libertar, não é educar, mas sim condicionar. Também não dá pra aceitar o argumento de que são os pais que deveriam tomar conta da informação que chega aos seus filhos, pois isso não é simplesmente possível em uma sociedade em que as crianças precisam obrigatoriamente frequentar a escola e onde a mídia está presente em todo espaço público.

Tive outro dia a experiência de assistir em uma televisão ligada na sala de espera de um pronto socorro (repleto de crianças), uma matéria do programa Domingo Legal sobre um “fenômeno do funk” chamado MC Gui. Antes de falar especificamente sobre o assunto, gostaria também de relatar que tive diretamente a oportunidade de trabalhar com crianças e adolescentes em uma favela de São Paulo onde o funk foi um assunto frequente, pois ficava óbvio para mim e para os outros educadores da ONG que a influência do funk no comportamento das crianças era considerável e que não existia, por parte delas, uma consciência clara do significado das letras, tampouco do quanto essas mensagens modificavam a maneira delas enxergarem o mundo e o outro. As piores influências que verificamos eram relacionadas principalmente à questão da autoimagem da mulher e da banalização da violência e da sexualidade. O fato era que as meninas passavam mesmo a ser vistas como objetos sexuais e os meninos passavam a manifestar comportamento arrogante, desrespeitoso e de linguagem obscena para com as meninas. Isso foi o que observamos de pior, para não falar de outras influências. Como estou falando de crianças de 8 a 14 anos, a maioria delas (eu não me recordo de uma só que tivesse algum senso crítico mais apurado sobre o assunto) não compreendia o simples fato de que aquele tipo de música propaga ideias que não condizem com uma visão respeitosa sobre o outro.

MC_Gui

Em São Paulo, o funk é largamente admirado por meninas e meninos pré-adolescentes e adolescentes, que dia a dia entopem a mente com mensagens que degradam a imagem da mulher e estimulam o consumo. Isso não é novidade para ninguém. A novidade, agora, é que essas meninas e esses meninos agora têm também um ídolo do funk que os representa. E volto ao que vi na televisão, no espaço público de um hospital, à tarde, em uma sala cheia de crianças: um funkeiro de 14 anos (pode tranquilamente se passar por menos idade), cantando o mesmo tema, a mesma mensagem que coloca a mulher como ser inferior não pensante que só deseja carros, sexo e fazer o papel de submissa ao homem (nesse caso, menino!).

Os clipes onde botaram esse garoto como protagonista, e veiculados nesse programa, mostram as mesmas cenas já muito repetitivas nesse estilo, com mulheres de biquíni em posições eróticas, muita bebida alcóolica e a velha e tosca ostentação, os carrões, os iates etc.

Pergunto-me, primeiramente, pois não entendo muito de legislação, se isso é permitido. Vincular um adolescente a cenas de conotação sexual com adultos e bebida alcóolica, na mídia, em um programa domingo à tarde, pode? Se pode, eu não estou entendendo mais nada. Se não pode, tem alguma coisa errada com os órgãos que fiscalizam esse tipo de manifestação e, pior, com a sociedade que as aceita.

Depois de um tempo, também reparei que esse menino funkeiro está realmente fazendo moda, pois vejo nas escolas outros meninos se vestindo da mesma maneira, andando com o mesmo jeito e por aí vai. Na internet, não encontrei nada, nenhuma manifestação, nenhum pai indignado, nenhuma mãe preocupada. Somente aceitação, louvações ao imenso talento do menino e, é claro, ao “excelente” exemplo que ele dá para as novas gerações, como o fato dele ter largado a escola para poder continuar ganhando o seu alto salário com os shows que faz pelo Brasil.

Para quem se interessar pelo talento prodígio, seus clipes estão abertos no YouTube.

É necessário, neste momento, que a sociedade se mobilize na conscientização dessas influências que em nada auxiliam o desenvolvimento das novas gerações. É preciso debater e é preciso pressionar os órgãos públicos a tomarem providências. O governador Alckmin já não nos ajudou vetando o projeto de lei que restringia a divulgação de publicidade voltada para crianças, e as consequências todos nós continuamos a colher, seja na péssima educação alimentar que a mídia veicula, seja nos valores que deturpam a visão de humanidade que chegam aos olhos, ouvidos e corações de crianças que ainda não desenvolveram discernimento suficiente para saber o que de fato as influencia.

De que adianta destinar aumento de verba para a educação se a cultura de massa não estimula o desenvolvimento intelectual, não ajuda na formação de valores e dificulta o trabalho das famílias na educação de uma geração mais solidária e humana?

Continuaremos com essas contradições ou tomaremos providências? Aceitaremos a propagação da ignorância ou reivindicaremos uma transformação social também no nível da cultura e dos valores humanos?

*R. é psicólogo, educador e pai de três.

**Imagem do vídeo


Tags:  adultização consumismo consumo de álcool funk influência da TV

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Mariana Sá




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20 Comments

Sep 23, 2013

Nossa, dá medo não? Eu, que quase não ligo a TV, que tento deixar minha filha longe disso tudo, não sei realmente aonde isso vai parar. Será que não tem ninguém com senso crítico, ou com o mínimo de cérebro para intervir nesse tipo de cultura? E o pior é que quando falamos a respeito disso com outras pessoas, veja bem, pessoas próximas a nós, somos vistos como seres estranhos, que não gostam do que o “povo” gosta. Somos vistos como arcaicos! Sendo que essas pessoas estão sendo totalmente manipuladas e influenciadas sem perceberem. Ou seja, pessoas praticamente que não pensam, que estão acostumadas a aceitar e gostar de tudo o que vêem só por osmose! Triste, muito triste! Ótima observação!


Sep 23, 2013

Olá R.M! Antes de mais nada gostaria de dizer que gostei muito do seu texto. O problema da influência midiática sobre as crianças (na verdade sobre a comunidade como um todo) é realmente muito grande, e está na hora de pormos um basta nessa situação, principalmente no tocante ao estímulo insconsciente do consumo de alcool, da ostentação de modelos de vida, e da objetificação e inferiorização da mulher como mero objeto sexual a ser consumido.

Só gostaria de problematizar o velho exemplo do funk. Obviamente existem muitos funks opressores da pior espécie, mas não é apenas esse estilo musical que usa desse tipo de modelo de estilo de vida. O sertanejo universitário ou as músicas eletrônicas normalmente também contêm esse tipo de informação, e me pergunto porque apenas o funk foi problematizado. Digo isso porque o funk não é apenas um estilo musical que reflete esses problemas; muitos funks tem conteúdo contestatório, inclusive da visão subalterna da mulher (o fato de tal contestação ser feita de maneira ‘escrachada’ não elimina sua importância); o funk é a expressão cultural de milhares de pessoas que vivem nas favelas desse país, mas a música eletrônica e o sertanejo universitário tem outro recorte, se dirigem mais a jovens de classe média. Enfim, só gostaria de fazer essas pontuações porque, embora concorde plenamente que muitos funks tem conteúdos de péssima influência, acredito que outros estilos musicais com os mesmos conteúdos devam ser também denunciados, afinal existem sertanejos universitários com conteúdo muito parecido e não vejo as pessoas se indignarem tanto quanto quando se trata do funk.

É preciso que façamos essa crítica não direcionada apenas a parcela da população que o funk representa, mas a uma estrutura e a uma concepção de diversão que perpassa toda a sociedade: baseada no exagero de bebidas alcoolicas, no consumo inconsciente de produtos ostensivos e na inferiorização da mulher, colocada também como um bem a ser consumido, muitas vezes com menos valor do que o carrão ou o iate.

Fora essa questão, que bom deparar-me com esse tema sendo debatido por aqui! Continue sempre denunciando essa mídia manipuladora, e sua influência sobre a educação de nossas crianças.


    Sep 24, 2013

    Concordo plenamente com a Andressa. Não podemos demonizar um gênero musical quando outros apresentam as mesmas características. Lembrando que a crítica não invalida o texto, tampouco o desqualifica. Só temos de ter o cuidado para não sermos parciais. Parabéns!


    Sep 24, 2013

    Concordo Andressa!!!


Sep 23, 2013

Bem-vindo ao mundo real! Nunca houve liberdade real na experiência humana de condução da massa social. Governos e instituições são estruturadas para simplesmente controlar a população e o que, num primeiro olhar, parece ser uma luta entre opostos, em uma análise mais profunda se mostra como as duas faces da mesma moeda: estimulação e repressão. As instituições repressoras, como Estado, escola, igrejas e família precisam do estímulo ao excesso para sobreviverem, precisam do “inimigo” para dar sentido à sua existência e à arrecadação justificada pela proteção que oferecem. Por outro lado, os grupos que lucram com a venda do “proibido” precisam que haja quem proiba, ou o produto se desvaloriza e o lucro se vai. As campanhas dizem que é preciso dirigir em baixa velocidade e sem beber, mas os comerciais apresentam automóveis cada vez mais velozes, sempre associados a mulheres e álcool. Repressão e liberação se complementam, despejando seus dogmas cada uma do seu lado, mantendo a paranoia social e as condições adequadas para que se exerça o controle. O que seria do governo se não houvesse os vândalos nos protestos? Não haveria motivo para atirar e as autoridades teriam que responder às insatisfações apresentadas. Se não aparecem os vândalos, eles são fabricados, porque a polícia precisa deles para cumprir seu papel repressor. Então penso que uma de suas perguntas está respondida: os órgãos fiscalizadores não fazem nada porque precisam do garotinho funkeiro. É o pecado que sustenta a promessa de salvação e é a interdição do salvador que torna atraente o pecado e sustenta o corruptor. Dizer que alguém não pode gostar de funk não é tão diferente de dizer que o funk é o máximo. Todo mundo ganha seu dinheiro e ninguém explica uma coisa bem básica, mas que impossibilita o controle: o homem é livre e não precisa seguir padrões sociais.


    Sep 24, 2013

    boa colocação


Sep 23, 2013

Acho que todo questionamento da mídia em relação à infância e à adolescência é valida… Aqui em casa estamos vivendo uma nova experiência, desligamos a TV. Se não podemos tirar a mídia de nossas vidas, podemos minimizá-la e a experiênncia tem sido bacana. Montamos um blog pra compartilhar nossa história: oratoquesaidatv.blogspot.com..br


Sep 24, 2013

É o custo de viver em uma sociedade organizada para o lucro a qualquer custo. Todo mundo gostaria de ser rico e poderoso. O problema é o estímulo a obtenção fácil e rápida. Qual o caminho? O crime. A mensagem da mídia é clara: as crianças que se f#dam. Nós, pais, estamos sozinhos nessa guerra.
Um dos primeiros passos para a mudança é a conscientização. Concordo com outros comentários. O problema não é o gênero musical; são as letras, os valores decadentes.
De qualquer modo, entendi que a idéia central não foi uma crítica ao funk, mas uma crítica à tal “liberdade de expressão”, que é compreendida como liberdade para ABUSAR DE CRIANÇAS E JOVENS, o que é bem diferente.


Sep 24, 2013

Grato pelo artigo … estava pensando que eu era o único a estar preocupado com essa epidemia da desumanidade ..
Gostaria de compartilhar uma coisa .. eu também trabalhei em um projeto social no aglomerado morro das pedras em Belo Horizonte, aonde construirmos um estúdio de gravação pela lei de incentivo a cultura. A proposta era servir a a comunidade e os artistas populares de MG. Certo dia apareceu um garoto querendo gravar um Funk, que era uma mistura de filme porno com filme policial.
Apesar de não fazermos nenhuma tipo seleção, comentamos com ele que não era uma boa influencia para as crianças do nosso projeto. Ele então começou a cantar outros (com sensibilidade humana), falando do irmão que tinha sido preso e que agora ele não queria saber mais de drogas e etc.
Ficamos empolgados e perguntamos porque ele não queria gravar estes ..
Então veio a revelação … ele disse que os traficantes pagavam ele para gravar e tocar os podrões poque assim eles vendem mais.
Temos logo que parar de hipocrisia e entender que o funk podrão faz parte da cadeia produtiva do crack … ele é o próprio crack musicado … estamos em meio a uma pandemia de Crack (e ninguem sabe dizer porque) o governo não faz absolutamente nada e os grandes canais de televisão jogam gasolina na fogueira …
Por isto hoje (como pai) estou morando no interior de minas em uma cidade de 1300 habitantes … mas o funk já está bobando na vizinhança
fico feliz de encontrar esta página e saber que existe ainda alguém acordado na zumbilândia


    Sep 24, 2013

    uma ultima coisa .. gosto de pensar que eu sou libertário, mas ultimamente tenho pensado .. libertar pra onde?


Sep 24, 2013

A ilusão de sucesso nos seduz de múltiplas formas e com muitas roupagens, principalmente pelo magnetismo social fomentado pelo status que esses jovens almejam, acima de tudo de aceitação, e ou reconhecimento. É inegável dizer que vivemos em uma sociedade que classifica as pessoas como produtos, supervalorizando-as por suas posses, por seus títulos e conquistas, umas por seus cargos, outras por sua aparência, uma sociedade altamente crítica e rápida em dar conselhos e lenta em se colocar no lugar dos outros. Porém se esquecem do preço a pagar.
O risco que nossos jovens estão correndo, é bem maior do que se possa imaginar, pois o que se tem feito em nome do sucesso, poderá ser implacável e destruidor ao longo prazo. A vida está cheia de exemplos de pessoas, que o sucesso incumbiu de colocar em um pedestal, mas que também lhes cobrou um preço alto. Muitas foram às pessoas que perderam mais do que suas fortunas, mas principalmente a alegria de viver e sucumbiu pelas drogas, suicídio, ou simplesmente se entregaram ao vazio existencial.
É ilusão imaginar que somente a sala de aula basta para formar pessoas cultas, críticas e ávidas pelo conhecimento. Estamos cometendo um grave erro delegando às escolas o papel de único educador para formar e preparar nossos filhos para o futuro, acreditando que as escolas e universidades possam forjar o caráter, o senso crítico, e a maturidade necessária para que nossos filhos tenham sucesso, também na vida.
Logo, não podemos colocar a culpa tão somente no outro, a exemplo do governo e da mídia, mas sim reconhecer que seremos tão culpados quanto, se continuarmos inertes e indiferentes a cada problema. Reconhecer que fazemos parte do problema, para alcançar uma solução desejável, é o primeiro passo que fará a diferença no futuro.


    Sep 25, 2013

    Cuidar do nosso quintal é o primeiro passo … não ter televisão em casa é abrir mão de nossa cumplicidade no processo …
    pra finalizar câmara de gás para todo publicitário e jornalista não seria uma má ideia não 🙂
    Temos SIM que considerar o meio … e isto inclui a mídia e o governo .. como não?
    “SONHO COM UMA ESCOLA… UM ESPAÇO ABERTO DISPOSTO A REENCONTRAR-SE COM TUDO O QUE O RODEIA.
    PORQUE SE EU NÃO CONHEÇO O BAIRRO EM QUE A ESCOLA ESTÁ INSERIDA, COMO EU POSSO EDUCAR “OS MENINOS” DESTA ESCOLA?”

    PAULO FREIRE


    Sep 25, 2013

    Cuidar do nosso quintal é o primeiro passo … não ter televisão em casa é abrir mão de nossa cumplicidade no processo …
    pra finalizar câmara de gás para todo publicitário e jornalista não seria uma má ideia não 🙂
    Temos SIM que considerar o meio … e isto inclui a mídia e o governo .. como não?


Sep 24, 2013

Gostei muito das colocações do Pedro, elas nos levam a questionamentos bem antigos sobre padrões de condicionamento social, antes tão bem articulados pela igreja, hoje suplantada pela mídia…tenho uma filha adolescente e me pergunto o que fazer enquanto educadora, digo o que fazer mais, pois na minha casa a tv é controlada, colocamos em pauta “altas” discussões na mesa do jantar, estimulando o senso crítico dela, tentamos mostrar o lado subliminar da publicidade, etc, etc, … Mas não vivemos numa bolha e não é fácil, parece que estamos sempre remando contra a maré….


Sep 25, 2013

“SONHO COM UMA ESCOLA… UM ESPAÇO ABERTO DISPOSTO A REENCONTRAR-SE COM TUDO O QUE O RODEIA.
PORQUE SE EU NÃO CONHEÇO O BAIRRO EM QUE A ESCOLA ESTÁ INSERIDA, COMO EU POSSO EDUCAR “OS MENINOS” DESTA ESCOLA?”

PAULO FREIRE


Sep 25, 2013

caro RM

Seu ponto de vista é o mesmo de muitos pais desse pais, mas vivemos em um pais que não da mínima para suas crianças ,apoio sua atitude e acho sim e que deveríamos fazer algo sobre essas coisas que acontecem em baixo de nosso nariz. Tenho 1 filho de sete anos, e mantenho ele sob total vigilância sobre mas influencias, mas a mídia sempre tenta nos enfrentar como nesse caso com esse garoto. Temos que tomar uma atitude e cobrar de nossos governantes. Parabéns pela sua declaração , pode ter certeza que ela não vai passar despercebida.


Nov 01, 2013

[…] Eu indico esse texto de um pai que trata um pouco do mesmo assunto que estou discorrendo aqui: http://infancialivredeconsumismo.com/index.php/reflexoes-de-um-pai-sobre-a-influencia-da-midia/ […]


Nov 02, 2013

À toda sociedade e principalmente aos pais com filhos pequenos, em formação, é muito importante formar nas crianças referenciais vão levá-las a aprovar ou reprovar determinados valores sociais. É importante divulgar, informar, discutir. É importante preservar as crianças de todo arsenal de erotismo e sexualidade precoce. Por que expor as crianças e adolescentes à isso? Vamos respeitá-los. Deixá-los amadurecer!


Nov 10, 2013

Que bom que tem gente acordada na zumbilandia(ótima!!!) resolvi fazer um abaixo assinado contra a exploração de imagens de crianças vinculadas a esse tipo de conteúdo.. apoiem por favor. http://www.change.org. Mariana César
Obrigada!!


Nov 11, 2013

a mais pura verdade!!!



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